A vereadora Maysa Leão (Republicanos) rebateu declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre formas de proteção às mulheres vítimas de violência. A parlamentar criticou o que chamou de distanciamento da realidade social da população cuiabana e defendeu prioridade em políticas públicas de acolhimento e prevenção.
A reação ocorreu após Abilio afirmar, em entrevista, que mulheres precisam buscar meios de se defender e citar, em tom comparativo, a compra de bens de consumo como celulares de alto valor à compra de armas de fogo. O prefeito, por sua vez, havia se manifestado em defesa da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), que propôs o porte de arma como mecanismo para frear os índices de violência contra mulher.
Samantha foi alvo de críticas por parte da vice-prefeita Vânia Rosa (MDB) que citou, dentre outras coisas, o valor de uma arma de fogo. Nesse contexto, Abilio fez a comparação com os celulares.
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“Eu vejo que o prefeito está descolado da realidade da população, porque um iPhone 17 é um artigo de luxo. Para ele pode ser um commodity, para ele um iPhone 17 pode ser qualquer coisa que ele compra na loja da esquina. Para quem é mãe atípica, para quem é arrimo de família, mãe solteira, mora nas periferias de Cuiabá, um iPhone 17 é o aluguel do ano”, afirmou a vereadora, em coletiva nesta terça-feira (29).
Na sequência, Maysa argumentou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa pelo fortalecimento da rede pública de atendimento, e não apenas por medidas individuais de reação.
“O que a gente precisa é fazer com que a segurança pública funcione, fazer com que a prevenção dentro das escolas seja efetiva. O prefeito está preocupado em ensinar a mulher a atirar, mas se essa mulher decide sair de casa hoje, o que ela vai encontrar ali no bairro Alvorada é uma Casa da Mulher Brasileira que está 70% pronta. Por que ele não faz os 30%? Não entrega a Casa da Mulher Brasileira?”, questionou.
A parlamentar também cobrou a retomada e ampliação de estruturas municipais de atendimento emergencial às vítimas.
“Não inaugura rede sentinela de atendimento de urgência e emergência para essa mulher? Não dá para essa mulher a possibilidade de ela fugir de um agressor quando ela decidir. Você armar uma mulher e dizer: ‘quando ele vier te matar, mate você primeiro’, é estimular que a nossa sociedade viva numa barbárie”, declarou.
Por fim, Maysa defendeu medidas integradas de proteção social e jurídica às vítimas de violência doméstica. “O prefeito deveria cuidar das mulheres e não dizer ‘se virem’”, concluiu.
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