Considerados uma 'terceira via' para a polarização política, os presidenciáveis Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (UB) e Ciro Gomes (PDT) também lamentaram o assassinato do ceramista Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos. O crime foi cometido em Confresa (1.135 km de Cuiabá) por um colega de trabalho da vítima, motivado por uma discussão política. Segundo a Polícia Civil, Benedito Cardoso dos Santos era eleitor do ex-presidente Lula (PT) e o assassino, do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).
Nas redes sociais Simone, Soraya e Ciro endossaram o coro contra a polarização política. Enquanto Simone pediu o fim da "divisão" do país, Ciro ponderou que "o Brasil quer paz". Já Soraya Thronicke afirmou que o país "regride de mãos dadas com a barbárie".
"Estamos regredindo de mãos dadas com a barbárie. Tem gente morrendo por adversidade política e partidária. Enquanto eles brigam, quem apanha é o povo brasileiro. Envergonham o país com corrupção, nos distraem com a polarização e, além disso, derramam sangue alheio", escreveu a candidata do União Brasil.
Nas redes sociais, o ex-presidente Lula também lamentou a morte pedindo o fim da intolerância. Já o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, não se manifestou.
O CASO
Segundo as informações da Polícia Civil, Benedito Cardoso dos Santos era eleitor de Lula e, no dia 7 de setembro, começou a discutir sobre política com o colega de trabalho, que confessou a motivação política do homicídio. Sobre o crime, Rafael Silva de Olveira, que apoia a reeleição do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), disse às autoridades que 'saiu de si' quando matou Benedito a facadas.
Na versão contada à polícia, a situação teria saído do controle depois que Benedito agrediu Rafael fisicamente e puxou uma faca contra ele. Rafael, no entanto, tomou a faca e matou Benedito. Depois de desferir vários golpes contra o colega de trabalho, ele ainda tentou arrancar sua cabeça com um facão.
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