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Economia Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 11:00 - A | A

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 11h:00 - A | A

Comitê do Senado dos EUA aprova Warsh para presidência do Fed; votação segue para o Plenário

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos obteve os votos necessários para aprovar a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O nome do indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, ainda precisa passar pela chancela do colegiado pleno de senadores para ser aprovado definitivamente ao cargo.

A aprovação de Warsh no Comitê Bancário do Senado dos EUA era amplamente esperada e, segundo analistas, deve ocorrer em linha partidária, abrindo caminho para a votação no plenário já no próximo mês. O caminho ficou ainda mais "livre" depois de o senador republicano da Carolina do Norte, Thom Tillis, retirar sua oposição para Warsh chefiar o BC norte-americano.

Indicado por Trump em janeiro para suceder Jerome Powell no comando do Fed, Warsh enfrenta questionamentos de democratas sobre o grau de independência que manterá à frente do banco central, após ter ecoado no ano passado os apelos de Trump por cortes de juros.

Em sabatina na semana, Warsh classificou a independência da política monetária como "essencial", mas disse não acreditar que a independência operacional da política monetária esteja "particularmente ameaçada" quando funcionários eleitos - sejam eles presidentes, senadores ou membros da Câmara - expressam as suas opiniões sobre as taxas de juro. Na ocasião, ele deixou em aberto sua opinião sobre a trajetória dos juros e até afirmou ser "cético" sobre a orientação futura da instituição.

Ex-diretor do Fed entre 2006 e 2011, durante o governo de George Bush, Warsh atuou como um dos principais interlocutores da instituição com os mercados na crise financeira global. Antes, passou pelo Morgan Stanley e pelo Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.

Apesar de ter defendido redução dos juros em 2025, Warsh pode ter pouca margem para flexibilizar a política monetária no curso prazo, uma vez que dirigentes do Fed têm sinalizado preferência por aguardar mais evidências sobre os efeitos da guerra entre EUA-Israel e Irã sobre a economia americana. O avanço da inflação para 3,3%, maior nível em dois anos, e a desaceleração nas contratações devem manter o banco central em uma posição delicada nos próximos meses.

*Com informações da Associated Press

(Com Agência Estado)

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