O ex-presidente da Unimed Cuiabá Rubens Carlos de Oliveira Júnior declarou apoio à pré-candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso e saiu em defesa do marido dela, Roberto Barreto, em meio a uma confusão de bastidores de um debate eleitoral com o também candidato Maurício Coelho (Mobiliza). No vídeo postado nas redes sociais, Rubens, que é réu por estelionato e lavagem de cerca de R$ 400 milhões da cooperativa de médicos, afirmou que apoia a candidata desde sua primeira investida num cargo público, em 2022.
“Quando fui presidente da Unimed, ajudei muito a Natasha e o Roberto para credenciar a Clínica Vida, que é deles, e muitas outras coisas, desde antes, quando fui diretor. Quando eu era presidente, ela queria ser candidata ao Senado. Foi lá me pedir ajuda”, destacou.
Segundo Rubens, Roberto, marido de Natasha, é um homem “íntegro, honesto e de emoção forte”. Já sobre Coelho, afirmou que ele “é um técnico, que na pasta dele teve um resultado histórico”.
Natasha chegou a ser cotada para disputar uma vaga ao Senado em 2022, mas a candidatura não foi adiante. Agora, segundo Rubens, ela está “firme” na disputa pelo Governo do Estado.
Apesar de declarar apoio aos dois amigos, o ex-presidente da Unimed Cuiabá afirmou lamentar o conflito político. Rubens disse respeitar Coelho e manifestou a expectativa de que a divergência seja superada após as eleições.
“Eu lamento essa disputa. Respeito o Maurício e espero até que, depois das eleições, essa rixa passe. Um grande abraço, meus grandes amigos, Roberto e Natasha”, finalizou.
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ROMBO DE R$ 400 MILHÕES
Rubens Carlos de Oliveira Júnior é apontado pelo MPF como o principal responsável pelas fraudes contábeis na Unimed Cuiabá entre 2019 e 2023. Segundo o órgão, ele teria assinado balanços com resultados falsos e enviado informações ideologicamente inverídicas à ANS para ocultar a real situação financeira da cooperativa.
As irregularidades apontadas pelo MPF ocorreram durante a implementação de um novo modelo de governança e vieram à tona entre setembro de 2022 e março de 2023, com a manipulação de dados financeiros para mascarar a real situação da cooperativa perante a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os cooperados e a atual gestão.
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