A Prefeitura de Cuiabá se manifestou sobre a prisão de três ex-servidores, nesta terça-feira (20), acusados de integrar esquema de fraude. De acordo com nota, a Procuradoria-Geral do Município denunciou à Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), em abril de 2025, os nomes dos suspeitos sugerindo a abertura de inquérito que implicou na Operação Déjà Vu, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). A Procuradoria também entregou registros de cancelamentos indevidos de débitos.
Ao identificar que as informações foram apagadas do sistema da gestão, o procurador-geral do Município determinou uma auditoria no setor de tecnologia da informação da Secretaria Municipal de Economia. O objetivo foi levantar mais indícios, preservar evidências, dimensionar a extensão das irregularidades e reunir elementos suficientes para formalizar a notícia de fato encaminhada, dando suporte à Polícia Civil.
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Os cancelamentos sob apuração, conforme informado oficialmente às autoridades, referem-se ao período entre os anos de 2020 e 2024. Ou seja, nenhuma irregularidade ou suposto crime foram cometidos na atual gestão do prefeito Abilio Brunini (PL).
"Desde o início, a prioridade da Procuradoria-Geral foi a proteção do patrimônio público e a observância rigorosa dos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e transparência que regem a Administração Pública. A atuação preventiva e a comunicação imediata às autoridades reforçam o compromisso institucional com a integridade da gestão pública", afirmou o órgão por meio de nota.
A Procuradoria também reforçou Jefferson Antônio da Silva, Matheus Henrique do Nascimento Pereira e Adriano Henrique Escame de Oliveira foram exonerados.
"A administração municipal permanece à disposição das autoridades policiais e judiciais, denunciando e colaborando integralmente para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos eventuais envolvidos, nos termos da legislação vigente. Qualquer indício de irregularidade será encaminhada aos órgãos policiais e de controle", manifesta a gestão em outro trecho do documento.
OPERAÇÃO DÉJÀ VU
Ao todo, foram cumpridos 43 mandados judiciais, com o objetivo de apurar a inserção de dados falsos em sistemas da Prefeitura, bem como a prática de corrupção e associação criminosa, contra a Procuradoria-Geral do município de Cuiabá. A investigação teve início em abril de 2025.
Além das prisões, as ordens judiciais determinam: doze mandados de busca e apreensão; nove medidas cautelares diversas da prisão; três afastamentos do serviço público; quatro medidas de sequestro de bens e doze bloqueios de valores; totalizando R$ 491.450,45, deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
Também foram solicitadas medidas para evitar que as provas sejam destruídas e assegurar o ressarcimento aos cofres públicos municipais.
As investigações apontam a suspeita de uso indevido logins e senhas, bem como a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto na arrecadação e na regularidade de registros administrativos. Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente vinculada a “intermediações” e supostos “serviços” relacionados à alteração de registros.
As ordens judiciais visam à coleta, preservação e análise de elementos informativos, com ênfase em dispositivos eletrônicos e registros digitais relevantes para o esclarecimento dos fatos.
O nome da operação faz referência à repetição de padrões identificados ao longo da apuração, relacionados a lançamentos e cancelamentos que, em tese, apresentam recorrência e similaridade operacional, demandando aprofundamento técnico e rastreabilidade digital.
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