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Polícia Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 10:47 - A | A

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 10h:47 - A | A

OPERAÇÃO DÉJÀ VU

Polícia prende três pessoas por fraude em sistemas da Prefeitura de Cuiabá; veja nomes

Investigações apontam indícios de vantagem indevida relacionados à alteração de registros no sistema da Procuradora-Geral de Cuiabá

APARECIDO CARMO
Da Redação

Três pessoas foram presas, nesta terça-feira (20), acusados de integrar um esquema  que fraudou sistemas da Prefeitura Municipal de Cuiabá. As prisões foram executadas no âmbito da Operação Déjà Vu, deflçagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Os presos foram:

Jefferson Antônio da Silva: ele atuava em uma Unidade de Saúde da Família (USF), no bairro Jardim Araçá, e havia sido exonerado em 1º de abril de 2023;

Matheus Henrique do Nascimento Pereira: servidor municipal afastado das funções desde janeiro de 2025;

Adriano Henrique Escame de Oliveira: assessor parlamentar no gabinete do vereador Marcrean Santos, na Câmara Municipal de Cuiabá. Foi exonerado em 05 de agosto de 2025.

A OPERAÇÃO

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados judiciais, com o objetivo de apurar a inserção de dados falsos em sistemas da Prefeitura, bem como a prática de corrupção e associação criminosa, contra a Procuradoria-Geral do município de Cuiabá. A investigação teve início em abril de 2025.

Além das prisões, as ordens judiciais determinam: doze mandados de busca e apreensão; nove medidas cautelares diversas da prisão; três afastamentos do serviço público; quatro medidas de sequestro de bens e doze bloqueios de valores; totalizando R$ 491.450,45, deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

Também foram solicitadas medidas para evitar que as provas sejam destruídas e assegurar o ressarcimento aos cofres públicos municipais.

As investigações apontam a suspeita de uso indevido logins e senhas, bem como a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto na arrecadação e na regularidade de registros administrativos. Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente vinculada a “intermediações” e supostos “serviços” relacionados à alteração de registros.

As ordens judiciais visam à coleta, preservação e análise de elementos informativos, com ênfase em dispositivos eletrônicos e registros digitais relevantes para o esclarecimento dos fatos.

O nome da operação faz referência à repetição de padrões identificados ao longo da apuração, relacionados a lançamentos e cancelamentos que, em tese, apresentam recorrência e similaridade operacional, demandando aprofundamento técnico e rastreabilidade digital.

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