O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou que a operação do primeiro trecho do BRT (Bus Rapid Transit), interligando o Aeroporto Marechal Rondon ao CPA, deve iniciar até o final de 2026 com veículos 100% elétricos. Além da entrega desse corredor, o gestor estabeleceu a meta de concluir as obras da segunda etapa, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em um prazo de 12 meses, prometendo critérios rígidos de licitação para assegurar a idoneidade das empresas contratadas.
Ao detalhar o planejamento para a expansão do modal na capital, Pivetta ressaltou o empenho na elaboração de editais que evitem novos atrasos nos cronogramas.
“Já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Nós queremos fazer em um ano. São 12 meses do dia que começa até o dia que entrega. Nós vamos fazer de forma tal que nenhum picareta possa entrar na licitação”.
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A declaração ocorre após o Estado enfrentar problemas com a primeira empresa responsável pelo trecho da Avenida do CPA, o que exigiu uma rescisão contratual para evitar a paralisia total dos trabalhos.
O histórico de interrupções nas obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande foi utilizado pelo gestor para justificar a necessidade de uma fiscalização mais severa. Pivetta criticou a performance da empreiteira anterior, que, segundo ele, falhou apesar de possuir os requisitos técnicos necessários.
“Nós fizemos uma licitação e a empresa que ganhou, apesar das credenciais e de ter cumprido todas as exigências legais da Sinfra, entrou em dificuldade e começou em marcha lenta. Ela foi picareta com Mato Grosso, sem dúvida nenhuma. Foi incapaz”, declarou o governador.
Para solucionar o impasse, o Executivo realizou uma negociação para a saída da empresa, optando por não judicializar a questão para acelerar a licitação. A implementação do BRT é o desfecho de uma transição complexa iniciada após o abandono do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), idealizado originalmente para a Copa do Mundo de 2014.
O governador aproveitou para pedir desculpas à população pelos transtornos acumulados desde 2012 e classificou a gestão do modal anterior como irresponsável.
“Pedimos desculpas ao povo de Cuiabá e Várzea Grande, que já sofre tanto desde 2011 e 2012 com esse processo. Foi um modal errado, uma escolha totalmente desastrosa e mal-intencionada. Fazer o que fizeram, comprar os trens antes de construir os trilhos, é algo que causa estranheza”, pontuou.
Atualmente, o financiamento das obras e a compra dos ônibus elétricos são viabilizados pela venda dos vagões do VLT para o estado da Bahia. Para garantir o funcionamento do sistema ainda este ano, o governo estadual prevê a publicação do edital para a compra dos veículos elétricos até meados de julho. A operação do sistema ficará sob a responsabilidade da reativada Agência Metropolitana do Estado.
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