A seis dias da eleição para o Governo de Mato Grosso, os candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) concentraram suas propagandas eleitorais desta segunda-feira (28) na área da saúde. Enquanto Pivetta destacou investimentos realizados pela atual gestão, especialmente o Hospital Central de Cuiabá e a construção de novas unidades hospitalares, Wellington adotou um tom crítico ao sistema estadual de saúde, apontando filas para consultas e cirurgias e prometendo ampliar o atendimento nos municípios.
Já a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) não teve propaganda exibida após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) que suspendeu temporariamente seu programa no rádio e na televisão.
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O horário eleitoral gratuito para governador é transmitido às segundas, quartas e sextas-feiras. No rádio, os programas vão ao ar das 6h16 às 6h25 e das 11h16 às 11h25. Na televisão, as exibições ocorrem das 12h16 às 12h25 e das 19h46 às 19h55.
PIVETTA DESTACA INVESTIMENTOS NA SAÚDE
Candidato à reeleição, Otaviano Pivetta utilizou boa parte do programa para apresentar obras e investimentos na saúde pública realizados durante a gestão Mauro Mendes (União Brasil), associando sua candidatura à continuidade da atual administração estadual. O principal destaque foi o Hospital Central de Cuiabá, cuja conclusão foi atribuída ao atual governo após décadas de paralisação.
Ao comentar o modelo adotado na unidade, o republicano afirmou que pretende expandir o padrão para outras regiões do estado. “Daqui pra frente, os hospitais que nós estamos construindo serão todos desse padrão. Isso é um modelo de gestão e uma prova de respeito ao dinheiro público e ao povo mato-grossense”, declarou.
O programa também contou com a participação do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que reforçou a ligação entre a atual gestão e a candidatura de Pivetta. “Você é hoje um homem que conhece o governo por dentro e está preparado para manter Mato Grosso nesse rumo da prosperidade”, afirmou.
Na sequência, a propaganda exibiu depoimentos de pacientes atendidos no Hospital Central e de apoiadores que defenderam a continuidade dos investimentos na área.
Ao encerrar o tema, Pivetta afirmou que pretende ampliar a estrutura hospitalar do estado. “A melhor estrutura pública de saúde de alta complexidade do Brasil está e estará no Mato Grosso. Nós queremos atender todos os mato-grossenses, todos, num bom hospital”, disse.
FAGUNDES PROMETE “GOVERNO HUMANO”
Já o senador Wellington Fagundes direcionou o programa para críticas à situação da saúde pública estadual. A propaganda citou filas para consultas especializadas, demora na realização de cirurgias e a falta de maternidades públicas em parte dos municípios mato-grossenses.
Ao apresentar suas propostas para o setor, o candidato afirmou que o problema está relacionado à gestão dos recursos públicos. “No meu governo, isso vai ser corrigido. Dinheiro, nosso Estado tem. O que falta é a gestão na saúde. Comigo, isso vai ser diferente”, declarou.
O programa também exibiu depoimentos de eleitores e resgatou ações associadas ao mandato parlamentar de Wellington, como a participação em projetos relacionados ao Hospital Municipal de Cuiabá, ao Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal e à expansão dos institutos federais.
Na parte destinada às propostas, o candidato defendeu a conclusão dos hospitais regionais, a redução das filas de cirurgias, a marcação de consultas e exames por celular, a criação de uma rede regionalizada de maternidades e a valorização dos hospitais filantrópicos.
“Eu quero ser um governador humano, para cumprir a minha palavra e fazer com que o cidadão possa ser melhor atendido na saúde, de um modo geral”, afirmou.
O programa ainda contou com a participação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que declarou apoio à candidatura de Wellington e pediu votos para o liberal na disputa pelo Palácio Paiaguás.
NATASHA TEVE PROGRAMA SUSPENSO
Natasha Slhessarenko não teve inserções exibidas nesta segunda-feira após decisão cautelar do desembargador Marcos Machado, do TRE-MT. O magistrado determinou a suspensão, por um dia, da propaganda eleitoral gratuita da candidata no rádio e na televisão após pedido apresentado pela campanha de Pivetta.
A decisão também proibiu a divulgação de conteúdos que associem o governador à prática de violência doméstica sem informar que os procedimentos investigatórios relacionados ao caso foram arquivados, sob pena de multa de R$ 50 mil por descumprimento.
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