O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a debandada de apoios de prefeitos do Partido Liberal à sua reeleição ocorreu de forma “espontânea” em detrimento do apoio imposto pela liderança partidária estadual ao seu adversário político, o senador Wellington Fagundes (PL). Apesar da ala dissidente, Pivetta adotou uma postura cautelosa acerca de um eventual apoio formal do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), indicando que qualquer manifestação política deve partir do próprio mandatário municipal.
“Eu não pedi para nenhum prefeito me apoiar, todos espontaneamente me ofereceram apoio pela convivência, pela confiança e muito provavelmente pelo que eu represento para eles no futuro. As pessoas por conhecerem o outro candidato, é justamente por isso que não se aliam a ele, então tá muito fácil, tá muito fácil de se comunicar com a população, porque mesmo sendo tímido e reservado como eu sempre fui, eu recebo espontaneamente esses apoios”, declarou o gestor durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (7).
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Até o momento, quatro prefeitos eleitos pelo PL decidiram contrariar a diretriz partidária para declarar apoio público a Otaviano Pivetta: Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Flávia Moretti (Várzea Grande), Sérgio Machnic (Primavera do Leste) e Carlão Borchardt (Tabaporã).
Em outra frente da articulação política na Baixada Cuiabana, Pivetta apontou que o relacionamento institucional entre as equipes de governo estadual e municipal se consolidaram após ações conjuntas na capital.
“Acho que a afinidade, a confiança entre a equipe do prefeito Abilio e a nossa equipe de governo está muito bem lastreada nas ações que nós estamos empreendendo em Cuiabá então eu não vou entrar nesse... é uma questão de foro íntimo dele, eu não vou pedir a ele nenhum sacrifício”, enfatizou Otaviano ao ser indagado sobre uma eventual aliança com Brunini.
Apesar do apoio entre o Executivo Municipal e Estadual, o governador enfatizou que a decisão de manifestar apoio político deve ser estritamente pessoal e consciente por parte do prefeito de Cuiabá.
“Toda vez que eu me manifesto é de acordo com a minha consciência, de acordo com a minha vontade a democracia é isso, a gente é livre para demonstrar as suas preferências. Fazer as nossas escolhas, eu sempre fiz as minhas, com tranquilidade, se ele não conseguir fazer isso, aí é ele que tem que falar”.
Após a debandada, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, confirmou a abertura de processos administrativos por infidelidade partidária contra os prefeitos, com ritos que podem durar até 60 dias e culminar em recomendação de expulsão. Diante das possíveis sanções, Pivetta abriu as portas do Republicanos para abrigar as lideranças, assegurando publicamente que os bons gestores são “muito bem-vindos” em sua sigla caso optem pela desfiliação.
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