Política Domingo, 23 de Outubro de 2011, 16:31 - A | A

Domingo, 23 de Outubro de 2011, 16h:31 - A | A

GESTÃO

‘Os gastos agora são com critério e controle’, diz Chico Galindo

Com muito cuidado para não melindrar administração anterior, prefeito de Cuiabá diz que finanças começam a ficar sob controle

NOELMA OLIVEIRA

Mayke Toscano/Hipernotícias

Prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, já conta com recursos que Executivo tem a receber este ano

O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), garante que termina o ano sem restos a pagar. A quitação das últimas folhas salariais deste ano já está provisionada dentro dos recursos que o Executivo tem a receber. Este ano a prefeitura apresentou um acréscimo na receita na ordem de 30%. Este percentual está relacionado ao balanço do primeiro semestre se comparando com o mesmo período de 2010.

Segundo ele, a folha dos servidores está sendo paga dentro do prazo. Porém, admite atrasos relacionados aos funcionários da saúde.

A arrecadação no primeiro foi de R$ 140 milhões contra R$ 107 milhões do primeiro semestre do ano passado. “Conseguimos melhorar a receita sem aumentar os tributos”, assegura Galindo. Ele não admite que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não sofreu reajuste, apenas uma correção na planta genérica.

Apesar do crescimento da receita, o prefeito observou que foi registrado um déficit na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), que no primeiro semestre teve uma queda de R$ 83 milhões se comparado com o mesmo período do ano anterior.

“No primeiro semestre a média é positiva em relação ao mesmo período do ano passado, mas ainda longe do ideal”, afirma Galindo. Quando questionado a quem ele atribui os números positivos, o chefe do Executivo - com cuidados nas palavras para não criticar a administração Wilson Santos (PSDB) - afirma que foi uma mudança de gestão.

“Os gastos agora são com critério e com controle. Nos postos de gasolina, o abastecimento é feito com cartão e o carro tem que ser adesivado com a identificação”, explica o prefeito. As despesas gerais da prefeitura caíram em 30%. Segundo ele, a contenção de sistema atinge vários setores. “Com esta economia, estamos investindo em infraestrutura da cidade”, pontua.

PAC

Considerado o grande entrave da atual administração, Galindo diz que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não se restringe apenas a Cuiabá. O PAC 1 na Capital está paralisado de 2009, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Pacenas, que apontou várias irregularidades nos processos licitatórios.

Conforme o prefeito, em todo o país, apenas 7% das obras do PAC foram concluídas e outras 35% estão para ser executadas. “É um sistema arcaico”, diz. Quanto ao PAC 2, de um montante de R$ 74 milhões previstos para pavimentação asfáltica, Galindo recebeu a liberação de R$ 2,7 milhões, na terça-feira.

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