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Política Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 20:14 - A | A

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Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 20h:14 - A | A

SEGUNDO TURNO

“Não existe direita, existe Bolsonaro”, dispara Medeiros em defesa de Flávio

Medeiros foi eleito no domingo (4) para uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado, com 977.777 votos (27,35%)

HNT

JOSÉ MEDEIROS

Recém-eleito senador por Mato Grosso e um dos principais nomes do bolsonarismo no Estado, José Medeiros (PL) afirmou nesta segunda-feira (5) que, atualmente, “não existe direita” no Brasil sem a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu durante a mobilização de lideranças políticas de Mato Grosso para o segundo turno da eleição presidencial, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Medeiros foi eleito no domingo (4) para uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado, com 977.777 votos (27,35%). A vitória marcou seu retorno à Casa, onde já havia exercido mandato entre 2015 e 2019. Durante a campanha, o deputado federal manteve uma atuação alinhada ao bolsonarismo e reforçou sua ligação com o ex-presidente. 

Um dia após a eleição, Medeiros participou da reunião realizada em Cuiabá que reuniu diferentes grupos políticos do Estado em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. O encontro marcou uma reaproximação entre lideranças que estiveram em lados diferentes na disputa estadual, incluindo o grupo do senador eleito Mauro Mendes (União) e o núcleo ligado ao PL. Também participaram o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), deputados, prefeitos e outras lideranças. 

Foi nesse cenário de reorganização do campo político após o primeiro turno que Medeiros resumiu sua avaliação sobre a direita brasileira.

“Não existe direita, existe Bolsonaro. A direita pode vir, a partir disso, se formar”, afirmou.

Segundo o senador eleito, Bolsonaro é hoje a liderança em torno da qual esse campo político se organiza. Para Medeiros, a consolidação de uma direita estruturada dependeria da formação de partidos com maior identidade e organização.

“O povo, quem quiser sobreviver nesse meio, precisa entender que, até que nós tenhamos partidos extremamente orgânicos, ele vai ter que seguir o líder. E o líder desse movimento agora, que poderá se tornar, sim, uma direita, é Jair Bolsonaro”, declarou.

ESTRATÉGIA

Medeiros também afirmou que Bolsonaro tinha como estratégia eleger o maior número possível de senadores aliados em cada Estado. Na avaliação dele, o cenário poderia ter sido ainda mais favorável ao grupo caso o ex-presidente tivesse permanecido livre para participar da articulação política.

“Se Bolsonaro tivesse solto e tivesse podido falar, nós teríamos feito muito mais senadores”, disse.

A avaliação ocorre após uma eleição em que o PL ampliou significativamente sua presença no Senado. A legenda elegeu 19 novos senadores, tornando-se o partido com maior número de eleitos para a Casa nesta eleição. 

ÁGUAS PASSADAS

Questionado sobre as divergências ocorridas durante a campanha em Mato Grosso, Medeiros adotou um tom de conciliação e evitou reabrir as disputas que colocaram grupos políticos do Estado em lados opostos.

“Passado. A água se passando não move o moinho”, afirmou Medeiros.

Na avaliação do senador eleito, agora o objetivo é concentrar esforços na eleição presidencial. Ele defendeu que as diferentes forças políticas que apoiam Flávio deixem as divergências eleitorais para trás e atuem conjuntamente no segundo turno.

“Todos que estão nesse momento estão imbuídos de construção de um país. Então, todos são aceitos para o apoio a Flávio Bolsonaro, e nós temos que olhar para frente”, declarou.

A articulação em Mato Grosso deve continuar nesta terça-feira (6), quando parte da comitiva formada no Estado seguirá para Brasília para uma reunião com Flávio Bolsonaro e a direção nacional do PL. 

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