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Política Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 17:24 - A | A

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REPRESENTATIVIDADE

Mulheres ficam com 16,7% das cadeiras em MT, mas Câmara terá bancada recorde

Coronel Fernanda, Professora Rosa Neide e Virginia Mendes superam marca histórica e vão ocupar 37,5% das cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados

BIANCA MORTELARO
Da redação

Montagem HNT

MULHERES ELEITAS EM MT

As eleições gerais de 2026 estabeleceram um novo marco na representação feminina de Mato Grosso na Câmara dos Deputados, mas mantiveram a presença de mulheres em patamar reduzido na maior parte dos cargos em disputa. Dos 36 eleitos no estado, seja para Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, seis são mulheres, o equivalente a 16,7% do total.

Os homens conquistaram 30 das 36 vagas, concentrando 83,3% da representação eleita. A diferença é mais acentuada no Senado e na Assembleia Legislativa. Nas duas vagas para o Senado, por exemplo, foram eleitos apenas homens: Mauro Mendes (União Brasil) e Zé Medeiros (PL).

No Executivo estadual, Gisela Simona (União Brasil) foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Já na Câmara dos Deputados, três das oito cadeiras serão ocupadas por mulheres: Coronel Fernanda (PL), Professora Rosa Neide (PT) e Virginia Mendes (União Brasil), o equivalente a 37,5% da bancada federal de Mato Grosso.

O resultado representa a maior presença simultânea de mulheres na bancada federal mato-grossense. Coronel Fernanda foi reeleita, Rosa Neide retorna ao Congresso após quatro anos fora da Câmara e Virginia Mendes estreia em um mandato eletivo no Legislativo federal.

HISTÓRICO FEMININO NA CÂMARA FEDERAL

A primeira mulher eleita deputada federal por Mato Grosso foi Teté Bezerra, em 1994. Em 1998, Celcita Pinheiro conquistou a cadeira e foi reeleita em 2002, ano em que Thelma de Oliveira também foi eleita. Naquele pleito, pela primeira vez, duas mulheres ocuparam simultaneamente a bancada federal do Estado.

Depois de um período sem mulheres na bancada federal, Professora Rosa Neide foi eleita em 2018 para a legislatura de 2019 a 2023. Professora e pedagoga, ela já havia atuado como vereadora de Diamantino e secretária de Educação de Mato Grosso antes de chegar ao Congresso.

Nas eleições de 2022, Mato Grosso voltou a eleger duas mulheres para a Câmara: Amália Barros e Coronel Fernanda. As duas foram eleitas pelo PL. Amália recebeu mais de 70 mil votos e exerceu seu primeiro mandato eletivo como deputada federal. Sua atuação ficou associada principalmente à defesa dos direitos das pessoas com visão monocular.

Amália morreu em maio de 2024, durante o exercício do mandato. A vaga foi posteriormente ocupada por suplente, enquanto Coronel Fernanda permaneceu na Câmara.

Agora, o resultado de 2026 amplia novamente a presença feminina e estabelece o maior número de mulheres eleitas simultaneamente para a bancada federal de Mato Grosso: três das oito cadeiras.

MULHERES NA ASSEMBLEIA MATO-GROSSENSE

A representação feminina na ALMT também possui um histórico marcado por poucas parlamentares. Oliva Enciso foi a primeira mulher eleita deputada estadual, em 1958, ainda antes da divisão de Mato Grosso. Após o desmembramento, Sarita Baracat foi a primeira mulher eleita para a Assembleia do novo Estado.

Entre os nomes que passaram pela Casa estão Serys Slhessarenko, Zilda Pereira Leite, Malba Tahan, Vera Araújo, Ana Carla Muniz, Chica Nunes, Luciane Bezerra, Teté Bezerra e Janaina Riva. Serys exerceu três mandatos estaduais antes de chegar ao Senado, enquanto Janaina foi eleita para a ALMT em 2014, 2018 e 2022.

Em 2026, Janaina deixou a disputa pela Assembleia para concorrer ao Senado. As duas vagas femininas da próxima legislatura serão ocupadas por Samantha do Abilio (PL), eleita com 57.900 votos, e Alessandra Ferreira (Podemos), com 50.802.

As duas estreiam na ALMT e representarão 8,3% da composição da Casa a partir de 2027.

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