Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 15:57 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 15h:57 - A | A

86% DOS CARGOS ELETIVOS

Eleições consolidam domínio da direita em MT, com 31 dos 36 eleitos

Partidos conservadores e de centro-direita garantiram 31 das 36 vagas em disputa para o Governo, Senado, Câmara e ALMT, impulsionados por votações recordes e hegemonia do agronegócio

BIANCA MORTELARO
Da redação

Roberto Jayme/Ascom/TSE

URNA ELETRONICA.jpg

As eleições de 2026 consolidaram representantes majoritariamente vinculados a partidos de direita e centro-direita em Mato Grosso. Dos 36 eleitos para Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, 31 pertencem a partidos de direita ou centro-direita, o equivalente a 86,1% do total.

Outros três eleitos estão vinculados a partidos de centro, sendo 8,3% dos eleitos, enquanto dois pertencem a partidos de esquerda, ocupando 5,6% do pleito.

O resultado foi impulsionado pela reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que venceu a disputa em primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, e pela eleição do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado com a maior votação da história do Estado para o cargo. A segunda vaga ficou com Zé Medeiros (PL).

A força conservadora também ficou evidente nas eleições proporcionais. Na Câmara dos Deputados, PL e União Brasil formaram as maiores bancadas da representação mato-grossense em Brasília. Já na Assembleia Legislativa, o Podemos conquistou a maior bancada da próxima legislatura.

O levantamento partidário mostra o seguinte cenário entre os eleitos:

Podemos: 7 eleitos;
PL: 7 eleitos;
União Brasil: 5 eleitos;
Republicanos: 5 eleitos;
MDB: 3 eleitos;
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV): 2 eleitos;
Federação PSDB/Cidadania: 2 eleitos;
Federação PP/União Brasil: 2 eleitos;
PSD: 1 eleito.

Na Assembleia Legislativa, o Podemos garantiu seis cadeiras e assumirá a maior bancada da Casa. O PL e o Republicanos aparecem logo atrás, com quatro parlamentares cada. O MDB conquistou três vagas, enquanto as federações partidárias dividiram o restante dos assentos.

A composição reforça a influência de pautas ligadas ao agronegócio, ao conservadorismo e à segurança pública, temas que dominaram a campanha eleitoral em Mato Grosso.

REARRANJOS POLÍTICOS

O desempenho das forças governistas também foi favorecido por uma reconfiguração política ocorrida durante a campanha. Mesmo com Wellington Fagundes (PL) disputando o Governo do Estado, prefeitos filiados ao partido migraram para o projeto de reeleição de Pivetta, fortalecendo o grupo político liderado pelo governador e por Mauro Mendes.

O rearranjo teve reflexos na disputa ao Senado, contribuindo para a vitória de Mauro Mendes e Zé Medeiros e dificultando a eleição da deputada Janaina Riva (MDB), que terminou em terceiro lugar.

Além de consolidar o domínio da direita, o resultado das urnas também marcou o enfraquecimento de grupos tradicionais da política estadual. A derrota de Janaina ao Senado e de Júlio Campos à Assembleia Legislativa deixou as famílias Riva e Campos sem representantes eleitos, encerrando ciclos de influência que atravessaram décadas na política mato-grossense.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros