As eleições de 2026 consolidaram representantes majoritariamente vinculados a partidos de direita e centro-direita em Mato Grosso. Dos 36 eleitos para Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, 31 pertencem a partidos de direita ou centro-direita, o equivalente a 86,1% do total.
Outros três eleitos estão vinculados a partidos de centro, sendo 8,3% dos eleitos, enquanto dois pertencem a partidos de esquerda, ocupando 5,6% do pleito.
O resultado foi impulsionado pela reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que venceu a disputa em primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, e pela eleição do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado com a maior votação da história do Estado para o cargo. A segunda vaga ficou com Zé Medeiros (PL).
A força conservadora também ficou evidente nas eleições proporcionais. Na Câmara dos Deputados, PL e União Brasil formaram as maiores bancadas da representação mato-grossense em Brasília. Já na Assembleia Legislativa, o Podemos conquistou a maior bancada da próxima legislatura.
O levantamento partidário mostra o seguinte cenário entre os eleitos:
Podemos: 7 eleitos;
PL: 7 eleitos;
União Brasil: 5 eleitos;
Republicanos: 5 eleitos;
MDB: 3 eleitos;
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV): 2 eleitos;
Federação PSDB/Cidadania: 2 eleitos;
Federação PP/União Brasil: 2 eleitos;
PSD: 1 eleito.
Na Assembleia Legislativa, o Podemos garantiu seis cadeiras e assumirá a maior bancada da Casa. O PL e o Republicanos aparecem logo atrás, com quatro parlamentares cada. O MDB conquistou três vagas, enquanto as federações partidárias dividiram o restante dos assentos.
A composição reforça a influência de pautas ligadas ao agronegócio, ao conservadorismo e à segurança pública, temas que dominaram a campanha eleitoral em Mato Grosso.
REARRANJOS POLÍTICOS
O desempenho das forças governistas também foi favorecido por uma reconfiguração política ocorrida durante a campanha. Mesmo com Wellington Fagundes (PL) disputando o Governo do Estado, prefeitos filiados ao partido migraram para o projeto de reeleição de Pivetta, fortalecendo o grupo político liderado pelo governador e por Mauro Mendes.
O rearranjo teve reflexos na disputa ao Senado, contribuindo para a vitória de Mauro Mendes e Zé Medeiros e dificultando a eleição da deputada Janaina Riva (MDB), que terminou em terceiro lugar.
Além de consolidar o domínio da direita, o resultado das urnas também marcou o enfraquecimento de grupos tradicionais da política estadual. A derrota de Janaina ao Senado e de Júlio Campos à Assembleia Legislativa deixou as famílias Riva e Campos sem representantes eleitos, encerrando ciclos de influência que atravessaram décadas na política mato-grossense.
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