Reprodução/Agência Brasil

Os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO).
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que as alas da direita devem compor uma união em torno da candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Diferentemente do primeiro turno, em que o grupo esteve dividido em três vias, ele acredita na aproximação de Flávio com os ex-governadores de Minas Gerais e Goiás, Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Juntos, Zema e Caiado representam 2.931.636 votos, o equivalente a menos de 3% do eleitorado nacional, mas uma quantidade que pode representar uma vantagem ao candidato que enfrentará um segundo turno acirrado contra o presidente Lula (PT).
A diferença entre Flávio e Lula foi de 2.224.965 votos, quantidade que seria sanada por quem absorver o apoio de Zema e Caiado. Mas eles não foram os únicos a concorrer, e a aliança precisa ser maior para consolidar uma vitória. A composição com o Novo e o PSD é puramente estratégica para garantir palanques em colégios eleitorais de regiões importantes na votação para a Presidência.
Lula precisa dos votos de Minas Gerais e Goiás para conseguir uma reação. Nos dois estados não haverá segundo turno, e o PT enfrenta resistências. Depõe a favor de Lula o fato de que, em Goiás, o candidato do PL, Wilder Morais, foi derrotado por Daniel Vilela (MDB). Os mais de 2,1 milhões de votos do emedebista serão decisivos para os candidatos à Presidência. Em Minas, o PT foi derrotado por Cleitinho (Republicanos), eleito com 55,40% dos votos. Entre os mineiros, está mais difícil para Lula construir uma aliança. Por isso, Goiás é um dos colégios nos quais o PT tentará obter a transferência de apoio do governador eleito.
Trazendo o cenário para Mato Grosso, a votação dos ex-governadores foi mínima: Caiado fez 33.079 votos, e Zema, 2.424. A tendência é que o PSD de Caiado não caminhe com Flávio, considerando que o partido é presidido pelo senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro de Lula, derrotado na reeleição, mas que seguirá fiel e vai percorrer Mato Grosso em apoio à chapa do PT. O Novo, embora seja minoria em Mato Grosso, está no arco de alianças de Flávio, coligado ao PL, e não deve sair dessa posição.
Além da teia política, Abilio apontou que a direita vai investir nos índices econômicos, como o valor da cesta básica e dos combustíveis, para gerar apelo entre os eleitores.
"O cidadão vai pesar na balança, ele vai reavaliar o seu posicionamento. Aqueles que apoiaram o Lula agora, provavelmente, tenderão, uma boa parte deles, a apoiar o Flávio Bolsonaro. Ou aqueles que apoiaram o Caiado, uma boa parte deles tende a apoiar o Flávio Bolsonaro. E aqueles que apoiaram o Zema, uma boa parte deles tende a apoiar o Flávio Bolsonaro. Acredito que, com exceção dos petistas de missão, a maioria vai estar apoiando o Flávio Bolsonaro", falou o prefeito.
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