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Política Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 19:10 - A | A

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Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 19h:10 - A | A

PRESTAÇÃO PARCIAL DE CONTAS

Mauro e Medeiros gastam mais do que arrecadaram e fecham campanha no vermelho

Senadores eleitos em Mato Grosso encaminharam balanços à Justiça Eleitoral detalhando gastos com impulsionamento, serviços jurídicos e rádio e TV superiores às receitas arrecadadas no pleito de 2026

BIANCA MORTELARO
Da redação

Secom MT/Divulgação

MAURO MENDES E JOSÉ MEDEIROS.webp

Os senadores eleitos por Mato Grosso em 2026, Mauro Mendes (União Brasil) e Zé Medeiros (PL), declararam despesas contratadas superiores às receitas arrecadadas na campanha, conforme as prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral. Mauro informou R$ 1,33 milhão em receitas e R$ 3,04 milhões em gastos contratados, enquanto Medeiros registrou R$ 3,93 milhões em arrecadação e R$ 4,41 milhões em despesas contratadas.

LEIA MAIS: Mauro Mendes e Zé Medeiros são eleitos senadores por Mato Grosso

MAURO MENDES

Na prestação de contas parcial retificadora, Mauro Mendes declarou R$ 1.339.615,34 em receitas, sendo R$ 1,3 milhão em recursos financeiros e R$ 39.615,34 em recursos estimáveis em dinheiro. A principal fonte de financiamento foi o próprio partido, com R$ 1.245.833,34, dos quais R$ 1 milhão veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 245.833,34 de doações partidárias.

O candidato também declarou R$ 85 mil recebidos de pessoas físicas e R$ 8.782 provenientes de outros candidatos. Apesar da arrecadação de R$ 1,33 milhão, os gastos contratados chegaram a R$ 3.045.457,04.

Entre os principais gastos estão:

R$ 715 mil — produção de programas de rádio, televisão e vídeo;
R$ 600 mil — serviços advocatícios;
R$ 475 mil — impulsionamento de conteúdos digitais;
R$ 400 mil — serviços prestados por terceiros;
R$ 381,2 mil — materiais impressos.

Do total contratado, R$ 2.330.648,90 foram efetivamente pagos. A campanha terminou com dívida declarada de R$ 624.807,20 e sobra de R$ 359.807,20 em recursos do FEFC.

ZÉ MEDEIROS

Já Zé Medeiros declarou uma arrecadação maior, de R$ 3.937.264,12. Desse montante, R$ 3.787.749,22 correspondem a recursos financeiros e R$ 149.514,90 a bens e serviços estimáveis em dinheiro.

Diferentemente de Mauro, a principal fonte de financiamento de Medeiros foram as doações de pessoas físicas, que somaram R$ 2.167.800,18. O PL repassou R$ 1.384.500, sendo R$ 1 milhão do Fundo Eleitoral e R$ 384.500 em doações partidárias.

O candidato ainda declarou R$ 280 mil em recursos próprios estimáveis e R$ 104.963,94 recebidos de outros candidatos.

Entre os principais investimentos estão:

R$ 1 milhão — impulsionamento de conteúdos na internet;
R$ 676.483,69 — militância e mobilização de rua;
R$ 566.900 — serviços prestados por terceiros;
R$ 500 mil — serviços advocatícios;
R$ 337.175 — materiais impressos;
R$ 227.800 — locação de imóveis;
R$ 210.482,55 — locação de veículos.

A campanha de Medeiros pagou R$ 2.079.106,74 das despesas contratadas e declarou dívida de R$ 1.603.620,05. A sobra de recursos do FEFC informada pelo candidato foi de R$ 114.074,57.

RESULTADO NAS URNAS

Mauro Mendes foi o mais votado ao Senado por Mato Grosso, com 988.999 votos, correspondentes a 33,34% dos votos válidos. Zé Medeiros ficou com a segunda vaga, ao receber 816.651 votos, ou 27,53% da preferência do eleitorado.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também disputava uma das cadeiras, terminou em terceiro lugar. Com o resultado, Mauro e Medeiros passam a representar Mato Grosso no Senado a partir da próxima legislatura.

As chapas eleitas têm como suplentes José Aparecido dos Santos e Elson Ramos de Figueiredo, com Mauro, e Odilio Balbinotti Filho e Ederson Dal Molin, com Medeiros.

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