O Governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que “não perde tempo” com o PL, após ser ventilado tratativas que o Republicanos estariam condicionando o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) à desistência da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado.
Pivetta demonstrou desinteresse pelas negociações de cúpula, ao afirmar que: “Não tenho participado, não perco tempo com isso. O PL tem lá sua autonomia”.
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A estratégia, articulada pelas cúpulas partidárias em Brasília e lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visava consolidar uma aliança nacional. Essa composição tem como um dos objetivos destravar a indicação de Daniella Marques para a vaga de vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro.
Em troca do apoio nacional, o Republicanos cobra que o PL abra mão de candidaturas ao governo em estados estratégicos, como Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Acre, para apoiar os nomes da sigla.
Diante das especulações sobre as tratativas que envolvem seu futuro político e a autonomia das siglas aliadas, Pivetta foi questionado sobre a possibilidade de o PL recuar para apoiar seu projeto de reeleição. O gestor reforçou que seu foco atual está dividido entre as responsabilidades do Executivo e a estruturação de sua própria base eleitoral, sem depender de acordos externos imediatos.
“Não decido sobre o destino do PL, não estou interessado. Meu negócio é governar Mato Grosso e estamos organizando a pré-campanha para nos dirigir diretamente ao povo de Mato Grosso, que é o que me interessa”, declarou o governador.
Apesar da postura de neutralidade de Pivetta, o cenário político estadual enfrenta um impasse significativo. O senador Wellington Fagundes (PL) mantém sua pré-candidatura ao governo e já comunicou oficialmente ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que a chance de o PL recuar em Mato Grosso é "zero".
Fagundes tem criticado publicamente as pressões nacionais, classificando-as como uma tentativa de "vencer por W.O." e defendendo a independência do diretório regional na definição de seus palanques.
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