Primeiro pré-candidato oficializado ao Governo de Mato Grosso para as eleições de 2026, o presidente estadual do Partido Missão, Rafaell Milas, afirmou nesta segunda-feira (20) que pretende diferenciar sua campanha dos demais concorrentes da direita com foco em propostas para o Estado e críticas ao debate político travado entre seus adversários.
Durante entrevista coletiva após a convenção que oficializou sua candidatura, Milas afirmou que os principais nomes da direita estão concentrados em disputar o apoio político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em vez de apresentar projetos para Mato Grosso.
"Para eles, é uma guerra de poder. Nada mais é do que uma guerra para saber quem é mais amado pelo Bolsonaro", disparou o empresário.
Sem citar nominalmente todos os concorrentes, o pré-candidato afirmou que existe uma disputa interna entre lideranças conservadoras que prioriza alinhamentos políticos em detrimento da discussão sobre políticas públicas.
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"Eles passam o dia tentando convencer vocês quem é mais amado pelo Bolsonaro. Eles não falam de propostas para Mato Grosso. Eu falo de propostas para Mato Grosso", argumentou.
Milas reconheceu que costuma adotar um discurso mais duro contra os adversários, mas afirmou que essa postura faz parte da estratégia para chamar atenção para o programa de governo do Partido Missão.
"Eu sei que o meu jeito, às vezes, parece histriônico. Às vezes eu venho esculhambando os adversários. Mas é uma maneira também de chamar atenção para as nossas propostas", justificou.
Segundo ele, sua campanha será baseada em investimentos estruturantes para impulsionar a economia do Estado. "Enquanto eles estão falando de ideologia, eu estou falando de ferrovia, hidrovia, silos, agroindústria, GPS próprio para o agronegócio, energia mais barata e habitação mais barata", completou.
Questionado sobre a possibilidade de alianças partidárias, Milas voltou a afirmar que o Partido Missão disputará a eleição de forma independente. "Não farei coligação alguma", resumiu. Apesar disso, disse que não recusará apoio de outras siglas ao longo da campanha.
Atualmente, Milas busca espaço em uma disputa que também reúne pré-candidatos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL), o senador Jayme Campos (União Brasil), a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e outros nomes que ainda aguardam a realização das convenções partidárias.
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