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Política Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 19:03 - A | A

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Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 19h:03 - A | A

NEGOU PARTICIPAR DE CONTRATAÇÃO

Fávaro diz que é alvo de campanha difamatória após processo trabalhista

O senador afirma que não participou da contratação da trabalhadora alegou uso político do processo em ano eleitoral

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD).

O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD).

O senador Carlos Fávaro (PSD) se manifestou nesta segunda-feira (20) sobre o processo movido por P. C. da S., que acionou a Justiça requerendo indenização de R$ 65,6 mil por supostas condições precárias de trabalho durante a realização de uma pesquisa de opinião. Fávaro afirmou que é alvo de uma “campanha” que estaria usando a ação de forma política para difamá-lo e ressaltou que não participou da contratação da pesquisadora.

Segundo o senador, que pleiteia a reeleição, o objetivo é influenciar o debate eleitoral deste ano, a partir da divulgação de fatos inverídicos.

LEIA MAIS: Pesquisadora denuncia Fávaro e pede indenização de R$ 65 mil por condições de trabalho

"O que assistimos nos últimos dias foi uma tentativa deliberada e orquestrada de associar o meu nome a uma denúncia com o nítido objetivo de gerar prejuízo político em pleno período eleitoral. Por isso, estamos acionando formalmente a Justiça Eleitoral. Não podemos permitir que o processo democrático seja contaminado por mentiras fabricadas", asseverou Fávaro.

Os advogados do senador esclareceram que a contratação da pesquisadora foi feita pelo diretório estadual do PSD e da empresa mineira Rumo Serviços Publicitários Ltda., em 14 de abril de 2026. A prestação de serviços englobou sete municípios de Mato Grosso. A coordenação e custos operacionais ou trabalhistas das equipes de rua eram de obrigação da agência mineira.

As notas fiscais emitidas em abril, maio e junho comprovam que o tomador do serviço é o partido político, inexistindo qualquer assinatura ou envolvimento da pessoa física de Fávaro.

A defesa expôs que a ação cível que deu origem ao problema político "tem um vício formal elementar, pois tanto a procuração quanto a declaração de hipossuficiência jurídica foram anexadas de forma apócrifa (sem assinatura da reclamante), indicando uma pressa incomum no ajuizamento com finalidades externas ao processo."

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