Reprodução/Youtube

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) na sabatina da Aprosoja-MT.
Os microfones do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do senador Wellington Fagundes (PL) foram cortados durante a sabatina 'Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso', promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta quinta-feira (20), em Cuiabá. As interrupções ocorreram após os candidatos deixarem de responder diretamente aos questionamentos e direcionarem as falas para ataques pessoais.
O primeiro episódio ocorreu durante a resposta de Wellington Fagundes. O senador desviou do tema da pergunta, que tratava de investimentos na agricultura caso fosse eleito governador, e passou a criticar a situação financeira do Estado e o caso envolvendo o Banco Master. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) foi citado em uma polêmica relacionada a um suposto jantar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, episódio negado por Mendes.
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"Infelizmente, Mato Grosso hoje virou manchete dos jornais. O Banco Master tomou conta do nosso Estado, a BR-163 foi feita com inteligência do Banco Master. Os aposentados foram roubados, os investimentos do Estado", disparou Wellington.
Na sequência, a organização interrompeu o áudio de Fagundes e informou que o microfone havia sido cortado por infração às regras da sabatina. O candidato ainda recebeu alguns segundos para concluir a resposta e utilizou o tempo para contestar a organização.
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Em seguida, foi a vez de Pivetta ser interrompido. Ao falar sobre obras em rodovias, o governador voltou a mencionar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e os governos do PT. No debate anterior, o órgão também havia sido utilizado por Pivetta para criticar Wellington.
"Dentre muitas obras que fizemos, a 163 é a mais emblemática, porque a 163 é onde morriam mais irmãos e irmãs mato-grossenses. E vocês sabem, né? A 163 era do DNIT. Vocês sabem quem mandava no DNIT nesses últimos 20 anos, governo Lula 1, 2, Dilma 1, 2, Temer", disse Otaviano.
"A melhor coisa que o Bolsonaro fez para Mato Grosso foi ter tirado esse cara do comando do DNIT. Vocês sabem quem é ele, né?", emendou.
O microfone foi novamente cortado e a organização informou que Pivetta havia cometido uma infração por ataque pessoal. O governador também recebeu alguns segundos para concluir a resposta.
"Eu não citei, só se alguém aqui se ofendeu, mas eu não citei o nome de ninguém. Não citei o nome de ninguém, mas isso é pura verdade, vocês sabem", justificou o governador, em tom de ironia.
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EMBATE SOBRE A BR-163
Pivetta e Fagundes também protagonizaram um confronto durante o debate realizado pelo Primeira Página nesta terça-feira (18). Na ocasião, Pivetta associou o senador à gestão do ex-governador Silval Barbosa, período em que Fagundes ocupou a Secretaria de Obras, e questionou se ele pretendia “voltar à cena do crime”.
Fagundes defendeu o ex-chefe de gabinete citado por Pivetta e afirmou que ele não foi condenado. O senador também destacou sua atuação na atração de recursos para Mato Grosso e citou a duplicação da BR-163.
Na réplica, Pivetta chamou Fagundes de "especialista do DNIT". O confronto ocorre também em meio à disputa judicial entre os dois candidatos.
A candidatura de Pivetta foi alvo de um pedido de impugnação apresentado pelo PL, posteriormente negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
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