Terminados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,726%, no ajuste da véspera, a 13,725%. O DI para janeiro de 2029 subiu a 14,275%, de 14,221%, e o DI para janeiro de 2031 avançou de 14,529% a 14,58%.
Assim, o mercado de renda fixa local apagou parte da melhora observada na quarta-feira, quando o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que vai dobrar o limite de recompra de papéis longos da dívida pública do país.
Em igual horário, o rendimento da T-note de dez anos subia de 4,650% a 4,701%, enquanto o retorno do T-bond de 30 anos aumentava a 5,248%, de 5,195%.
Piorou o ânimo dos investidores informação divulgada na quarta-feira pelo Tesouro de que a dívida pública total dos EUA ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez, assim como comentários feitos mais cedo nesta quinta pelo secretário Scott Bessent. Em sua visão, os rendimentos dos Treasuries, que chegaram a ultrapassar 5,3% recentemente no vértice de 30 anos - "não estão representando fundamentos subjacentes do mercado". Bessent ainda minimizou a cifra atingida pela dívida, cujo valor não seria "nada mágico".
Para o estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, o efeito da recompra de títulos pelo Tesouro americano foi temporário, uma vez que o aumento do limite para a intervenção, de R$ 2 bilhões para R$ 4 bilhões, é pequeno diante do tamanho do mercado de papéis da dívida americana. "A alta da taxa de juros da curva tem acontecido em função dos fundamentos mais deteriorados. Como a intervenção não muda isso, a curva tende a voltar a subir", disse.
A atuação da autoridade fiscal dos EUA e o comportamento da curva de juros do país têm sido os principais vetores que direcionam o mercado brasileiro nesta semana, observa Cruz, diante da agenda econômica escassa e falta de gatilhos locais no cenário.
Mesmo com o quadro externo volátil, o mercado vê espaço para nova redução de 0,25 ponto porcentual na Selic em setembro, porque os dados domésticos mais recentes de atividade e inflação mostram arrefecimento, avalia o estrategista. "Acho que o mercado entende que a taxa de juros, do jeito que está, vai conseguir levar a inflação de 2027 para um patamar mais baixo", comentou.
Segundo Matheus Pizzani, economista do Picpay, a expectativa é que a desaceleração da atividade, combinada com outros fatores circunstanciais, como as surpresas benignas do IPCA, abra espaço para a continuidade do ciclo de calibragem até que a Selic atinja 13,50%, projeção da instituição para 2026.
Por outro lado, as cotações do petróleo impõem um cenário mais desafiador aos bancos centrais, diz Cruz, tendo em vista que não há no radar perspectiva de que as negociações diplomáticas entre EUA e Irã sejam retomadas. Nesta quinta-feira, o contrato do petróleo tipo Brent para outubro fechou em alta de 2,4%, a US$ 93,78 o barril, após o presidente Donald Trump ter anunciado na quarta uma "guerra econômica" contra Teerã.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









