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Política Quarta-feira, 27 de Maio de 2026, 13:46 - A | A

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026, 13h:46 - A | A

"VAMOS BRIGAR"

Max Russi propõe plebiscito para resolver disputa entre MT e Pará; veja vídeo

O presidente da AL defende consulta popular e afirma que moradores da área em litígio enfrentam falta de serviços básicos e dependem do governo de Mato Grosso

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), propôs ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a realização de um plebiscito para pacificar a disputa territorial entre o governo de Mato Grosso e do Pará. Max fez coro com o Palácio Paiaguás, ressaltando as dificuldades que os moradores de municípios paraenses têm com infraestrura e, por isso, acabam utilizando os serviços básicos ofertados pelo governo de MT. Segundo ele, o Pará "abandonou" a região. O deputado é favorável ao pleito de MT para incorporar Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu ao seu território.

LEIA MAIS: Governo de MT reage ao Pará e cita “erro” em divisa territorial discutida no STF

"O Pará não cuida daquelas pessoas e nós vamos brigar. Eu acho que não é uma disputa fácil, mas nós precisamos da atenção porque as pessoas usam o nosso estado com atendimento de saúde, como uma série de serviços. O Pará abandonou elas lá e querem brigar por conta de receita, de área, e não é o nosso ponto, nós vamos nods preocupar com as pessoas", falou Max Russi.

A área de 22 mil km², o equivalente a 22 milhões de hectares, voltou ao centro das atenções após Flávio Dino convocar audiência de conciliação para 10 de junho. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) alega que a revisão geográfica é necessário em decorrência de "erro" ao definir as fronteiras entre os estados, demarcada em 1922. O Salto das Sete Quedas, considerado o conjunto de quedas d'água do mundo, é o marco geográfico da região.

Para Max Russi, o STF deve ouvir os moradores da região antes de emitir novo deferimento. "Sugeri ao ministro Dino que faça um plebiscito e escute as pessoas. No final das contas, o que vale é o ser humano, é a pessoa que mora naquela localidade. Onde ela quer pertencer? Porque legalmente essa divisão pertence a Mato Grosso", opinou o presidente da AL.

O governo de MT entrou com a ação em maio de 2023, pedindo a revisão da decisão do STF, de 2020, o Pará foi beneficiado com o STF deferindo ser improcedente a ação. A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), disse que não aceitará ceder "um palmo de terra" para MT.

"A Assembleia Legislativa está atenta, vamos continuar nessa luta e esperamos conseguir atender aquela população e trazer essa área que pertence ao Mato Grosso para o Estado de Mato Grosso. Se fosse de Mato Grosso, com certeza, aquela região estava bem mais envolvida do que está hoje porque o governo do Pará, a governadora que fala, não dá atenção, não cuida e não investe", concluiu Max. 

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