Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, 10h:40

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"Infelizmente isso é um problema muito comum nessa época", diz Mendes sobre as queimadas

Por: WELLYNGTON SOUZA

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a afirmar na manhã desta quarta-feira (16) que os incêndios que atingem a região do Pantanal são comuns nessa época do ano. O período de estiagem, o tempo seco e a falta de chuvas são fatores que segundo o democrata propiciam a propagação das chamas.

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“São uma série de fatores para que haja algum tipo de incêndio e quando isso acontece ele se propaga rapidamente. Decretamos estado de calamidade e com isso estamos comprando mais equipamentos e aumentando o número de equipes para atuar no combate às queimadas. Infelizmente isso é um problema muito comum nessa época do ano”, disse em entrevista à CNN Brasil.

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Apesar de ressaltar que fogos são "normais" nesse período, o governador pontuou também que nos casos de incêndios criminais, os acusados serão punidos. 

"Alguém começa o fogo, pode ser por acidente ou de forma criminosa. Nós não vamos amaciar para ninguém que cometeu crime ambiental no nosso estado. Quem não cometeu crime pode ficar tranquilo, mas quem cometeu crime não vai dormir sossegado”. 

Ainda em entrevista, Mendes confirmou a vinda dos ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina nesta quinta, para tratar de soluções para os incêndios florestais em Mato Grosso.

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“Nós pedimos ajuda do governo federal, precisamos de todo tipo de ajuda nesse momento. Já investimos mais de R$ 20 milhões em equipamentos e compra de retardantes. Com essa visita, esperamos ter seguramente um apoio do governo federal”, ressalta.

Multas

Mendes ainda destacou que o Estado já aplicou mais de R$ 100 milhões em multas por crimes ambientes. “Já emitimos mais de R$ 100 milhões em multas para aqueles que começaram os incêndios. E vamos responsabilizar objetivamente aqueles que praticaram crime ambiental, para quem usou fogo nesse período. Existem os acidentes e, lamentavelmente, nesses casos não poderemos responsabilizar”, explicou.

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