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Política Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026, 17:58 - A | A

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Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026, 17h:58 - A | A

IMPASSE

HNT TV: "Não adianta abrir o Hospital Central e fechar a Santa Casa", dispara Júlio Campos

O vice-presidente da AL é favorável que o governo compre a unidade e entregue para o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, administrá-la

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O vice-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Júlio Campos (União Brasil), é favorável que o governador Mauro Mendes (União Brasil) reconsidere a compra da Santa Casa de Cuiabá e a atenda a proposta do prefeito Abilio Brunini (PL), que sinalizou o interesse de gerenciar a unidade de saúde. Conforme Júlio Campos, não é razoável que Mendes invista R$ 78 milhões no Hospital Central, inaugurado em dezembro de 2025, e 'enterre' a Santa Casa. O deputado ressaltou o momento econômico de Mato Grosso que terá à disposição R$ 4,6 bilhões para investir em obras ao longo de 2026.

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"Não adianta fechar, não adianta abrir o hospital central e fechar Santa Casa. A luta pela Santa Casa vai continuar. Não é justo o governo de Mato Grosso gastar milhões de reais no hospital novo e não querer gastar R$ 38 milhões para manter a velha Santa Casa que serve à população de Mato Grosso, que tem um centro oncológico montado que não pode ser desmontado para atender as crianças, que tem um centro em funcionando maravilhosa. Tem cinco salas cirúrgicas", falou Júlio Campos no HNT TV Entrevista.

Júlio compõe a ala de deputados que não apoiam o encerramento dos atendimentos na Santa Casa. Juca do Guaraná também se manifestou contrário em entrevista ao podcast do Hipernotícias. À época, o deputado sugeriu que cada colega empenhasse R$ 1 milhão do orçamento do gabinete para a compra. Devido a falta de interesse de possíveis compradores, a Justiça do Trabalho baixou o valor do lance da compra do imóvel de R$ 78,2 milhões para R$ 39,1 milhões.

Além de auxiliar na compra, Júlio também apoia que o empenho de emendas parlamentares continue, caso o prédio seja entregue a Abilio. Campos relembrou que o prefeito está disposto a arcar com 33% das despesas mensais para manter o atendimento. O restante seria custeado pelo governo federal e governo de Mato Grosso por meio do sistema tripartide.

"Eu e os deputados podíamos cada um oferecer uma emenda de R$ 1 milhão dos R$ 13 milhões que nós temos direito", sugeriu Júlio.

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