Sem papas na língua, o governador Pedro Taques (PSDB) não perdoou nem seu antecessor, Silval Barbosa (PMDB), nem a presidente Dilma Roussef (PT), ambos chamados por ele de "irresponsáveis", cada um à sua maneira. O primeiro, porque teria jogado o estado numa aventura para a qual não foram feitos, sequer, projetos iniciais decentes. A segunda porque utilizou-se politicamente dos recursos da Petrobras como quis, deixando seu partido "roubar" e legando ao país crise econômica, financeira e política.
Marcos Lopes/HiperNotícias
Taques diz que obras da Copa foram "irresponsabilidade" de Silval Barbosa
Tudo, frisou Taques, era uma questão de ter ou não responsabilidade com a coisa pública. "Fazer obra meia boca, com todo o respeito, não é a forma de nós governarmos um estado como Mato Grosso. Toda obra precisa ter projeto. As obras todas da Copa, a sua grande maioria, foram iniciadas sem projeto básico", disparou. Quanto ao mais do que esperado VLT, o atual governador fez questão de lembrar que, durante seu período como senador da República, sempre defendeu a implantação do BRT. "E o governador [Silval Barbosa] tinha determinado a implantação do BRT, mas de repente alguns fizeram uma viagem até Portugal, sonharam com o VLT e chegaram em Mato Grosso com a mudança de modal de BRT para VLT. Ou de R$ 486 milhões passou-se para R$ 1 bilhão e 423 milhões", lembrou, acidamente.
Mas os problemas do VLT, todos sabem, não terminaram por aí, pois era pra ficar pronto até a Copa do Mundo. "Por vergonha do estado de Mato Grosso, da administração passada, o VLT não ficou pronto para a Copa do Mundo. Quanto já foi pago para o VLT? R$ 1 bilhão e 66 milhões, 75% dos valores contratados para o VLT. E quantos por cento da obra física está pronta? 16%. O que fizeram? Compraram os vagões e os sistemas tecnológicos. R$ 700 milhões em vagões e sistemas tecnológicos".
Taques justificou ser a miríade de problemas em torno da obra o principal impedimento para a apresentação de prazos por parte de sua administração. "Se eu fosse um irresponsável, diria 'vamos terminar esta obra do VLT em tal prazo', mas para que isso ocorra, eu preciso de um estudo. O estado de Mato Grosso entrou na Justiça, junto com o Ministério Público Estadual e Federal conseguiu uma decisão judicial para que nós contratássemos uma consultoria. Este processo está em andamento e terminará os trabalhos ainda no ano de 2015. O que fizeram? Quanto gastaram? O viaduto da UFMT está bem feito? O que precisa para terminar o VLT?", questionou.
Mayke Toscano/GCOM-MT
O destino do 'pepino sobre trilhos' ainda é incerto. Sabe-se apenas que só 16% das obras físicas foram realizadas, disse o governador
Ressalvando que não é "técnico de VLT", Taques afirmou que, para tomar qualquer atitude, precisa antes de estudos e informações corretas a respeito do que foi feito com o R$ 1 bilhão e 66 milhões já gastos até aqui no praticamente nada de obra do VLT. "Aqui existe entre uma diferença entre o que estado de Mato Grosso deseja pagar e o que o consórcio do VLT exige. Quem vai definir isso é a Justiça, a partir da consultoria contratada pelo Estado de Mato Grosso, e esses trabalhos serão apresentados em dezembro. Só então saberemos como o VLT iniciará os seus trabalhos. Mas uma coisa é certa: o que gastaremos com a consultoria, mais ou menos R$ 4 milhões, e o quanto a Justiça Federal determinou que poderemos gastar com urbanização e mobilidade nos lugares onde deixaram a verdadeira cicatriz nas avenidas entre Cuiabá e Várzea Grande, por quase R$ 6 milhões de reais, esses valores a Justiça terminou que o Estado possa desembolsar, mas, ao final, serão saldados pelo consórcio que está construindo a obra", explicou o governador
Ele disse também que ainda há muito por ser feito, 84% da construção, mas que não vai repetir as atitudes da administração anterior, de Silval Barbosa. "O viaduto do Sefaz, por exemplo, foi entregue com impossibilidade de utilização pela população. É o motivo porque já mandei avisar que não entrego obra com 95% de conclusão, mas com 100%".
ARENA PANTANAL, COT, AEROPORTO
As outras obras começadas e nunca terminadas pelo governo anterior serão concluídas com cuidado, qualidade e celeridade, garante Taques. "Sabemos que não temos como fazer rodar a Arena só com futebol, mas estamos criando condições para que o cidadão faça da área um espaço de lazer e convivência. Também utilizaremos para a Defesa Civil. O Centro de Treinamento do Pari será destinado ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. O COT da UFMT será entregue à universidade; o aeroporto está em processo contra a empresa, que não apresentou a obra até agora, se não apresentar a garantia, vamos romper esse contrato. Infelizmente o aeroporto do vale do Cuiabá é o pior do Brasil, mas nós vamos mudar essa situação", comprometeu-se.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.






