Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Segunda-feira, 20 de Abril de 2026, 14:18 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026, 14h:18 - A | A

NAS ESCOLAS

Pivetta sanciona lei contra ideologia de gênero e entidades rebatem: "lamentável"

Governador classificou o tema como causa da "degradação" do ensino; sindicato dos professores contesta a norma e prepara representação junto à Procuradoria-Geral da República

BIANCA MORTELARO
Da redação

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sancionou a Lei nº 13.284, na última quarta-feira (14), que proíbe a veiculação, exposição ou distribuição de materiais didáticos, propagandas e atividades pedagógicas relacionadas ao que a norma define como “ideologia de gênero” nas instituições da rede pública estadual de ensino de Mato Grosso. De autoria do deputado estadual Thiago Silva (MDB), a medida já enfrenta contestação de entidades do setor educacional, que anunciaram representação junto à Procuradoria-Geral da República.

LEIA MAIS: Justiça nega pensão a netos de Cattani e deputado reage: "assassinos têm mais direitos"

A nova legislação veda conteúdos impressos ou digitais, de caráter audiovisual, como filmes, músicas, pinturas, murais, folhetos e pôsteres que contenham referências à identidade de gênero ou orientação sexual que não estejam previstas nas diretrizes curriculares nacionais.

O descumprimento da lei sujeita os responsáveis à apuração de responsabilidades administrativas, além de possíveis sanções civis e penais. Dois artigos do projeto original foram vetados pelo governador, o Art. 2º e o Art. 4º, embora o texto oficial não especifique os motivos a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) orientou o veto a dispositivos que previam o afastamento imediato de professores e o estabelecimento de um prazo de 60 dias para regulamentação, considerados inconstitucionais.

Em declaração, nesta sexta-feira (17), durante o lançamento do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres”, Pivetta defendeu a nova lei com críticas contundentes ao que classificou como influência da ideologia de gênero no ambiente escolar.

“Ideologia de gênero é tudo de ruim que nós já vivemos, principalmente nas escolas. É uma das causas da degeneração, da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

Pivetta associou o início desse processo a um período político específico e reiterou o propósito da norma como um reposicionamento do ensino público.

“Depois do evento Fernando Henrique, da Nova República, aí é que começou a degringolar. E o que nós estamos fazendo é colocar novamente o ensino público no rumo, no rumo de libertar as pessoas”, declarou o governador.

Em reação imediata, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) anunciou que encaminhará, na próxima semana, uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) questionando a constitucionalidade da norma .

A presidente em exercício da entidade, Maria Celma Oliveirah, afirmou que a legislação fere dispositivos da Constituição Federal, especialmente o artigo 5º, que assegura a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. A dirigente também citou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que estabelece a educação com base na promoção do conhecimento e na produção científica fundamentada.

“É lamentável que o governador e o deputado se ocupem em silenciar o debate sobre questões fundamentais na formação dos estudantes, como gênero, identidade e diversidade, em um estado que lidera índices de feminicídio e violência contra mulheres e a população LGBTQIAPN+”, criticou Maria Celma.

A dirigente sindical questionou ainda o próprio termo utilizado pela lei. “Ideologia de gênero, o que é isso? Esse termo está sendo usado por grupos que não têm base científica nas ciências sociais ou antropológicas. Trata-se de um debate político-ideológico que, muitas vezes, é explorado em discursos nas redes sociais”, completou.

O Sintep-MT avalia que a lei viola princípios constitucionais como a liberdade de ensino e o pluralismo de ideias, além de ignorar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que já considerou inconstitucionais tentativas de limitar a discussão sobre gênero nas escolas.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros