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Política Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 20:02 - A | A

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 20h:02 - A | A

"OUTROS INTERESSES"

Governador alfineta ambientalistas e diz que oposição à Ferrogrão não atende interesses nacionais

Mauro asseverou que os ambientalistas deveriam "cerrar fileiras, aplaudir e trabalhar" para que a ferrovia seja, de uma vez por todas, viabilizada

RAYNNA NICOLAS E CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO/DO LOCAL

O governador Mauro Mendes (UB) alfinetou os ambientalistas ao comentar sobre os entraves para que a Ferrogrão saia do papel. Na mesma linha do ex-senador Cidinho (PP), Mendes repercutiu que os empecilhos à ferrovia não atendem os interesses dos brasileiros, nem dos mato-grossenses. O governador destacou que a Ferrogrão, discutida desde 2012, reduziria a emissão de gases poluentes na atmosfera e baratearia o custo para os produtores rurais.

"É óbvio que a ferrovia é um meio de transporte muito utilizado no mundo inteiro para transportar muitas cargas em longas distâncias. No Brasil, diferentemente da maior parte do mundo, nós usamos rodovias. Isso é muito bom para quem fabrica pneus, os rodotrens, as grandes multinacionais, mas não é bom para o produtor, não é bom para o Brasil, não é bom para o meio ambiente, porque, todos os dias, estamos queimando milhões de litros de óleo diesel, quando a ferrovia é muito mais ambientalmente correta", defendeu à imprensa nesta quarta-feira (22). 

Mauro asseverou que os ambientalistas deveriam 'cerrar fileiras, aplaudir e trabalhar' para que a ferrovia seja, de uma vez por todas, viabilizada. 

"O que nós fazemos aqui o mundo quer, o mundo precisa, que é produzir alimentos, e esses alimentos vão sair ou de caminhão queimando milhões de combustíveis fósseis ou poderão sair de uma ferrovia lançando muito menos poluição no planeta. Nós temos clareza que esses que falam contra estão defendendo outros interesses, que não são os interesses dos brasileiros e muito menos dos mato-grossenses", disparou o governador. 

Mendes também afirmou que qualquer expectativa sobre as obras, como a conclusão prevista para 12 anos, é 'mera especulação'. Isso porque depende do governo federal o 'primeiro passo', que seria o licenciamento ambiental da obra. 

"Para você ter uma estimativa de uma obra, a primeira coisa que você tem que ter chama-se licenciamento ambiental, e quem tem que dar esse primeiro passo é o governo federal. É uma obra federal e está na mão do governo federal para licenciar, e aí colocar disponível ao mercado. Então, qualquer coisa que se diga é mera especulação", destacou. 

SUSPENSÃO

Projeto da ferrovia foi suspenso em 2021 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a pedido do PSOL. Conforme a ação, um trecho da obra cortaria uma unidade de conservação, podendo provocar danos ao meio ambiente. Os defensores da Ferrogrão alegam que o impacto seria mínimo em comparação à redução do lançamento de gases com a diminuição do transporte rodoviário. 

Atualmente, a discussão ocorre num grupo de conciliação na Suprema Corte, cujos trabalhos ainda não foram concluídos.

"Existe um movimento de trabalho contra a Ferrogrão, usam essa questão ambiental. Na verdade, não é ambiental, são de interesses econômicos, interesses de outros países, interesses de empresas que querem o monopólio da ferrovia, e isso acaba dificultando muito. O governo federal colocou no PAC a Ferrogrão, isso foi importante, mas tem uma decisão do ministro Alexandre que suspendeu a tramitação do processo", explicou o ex-senador Cidinho na manhã desta quarta.

"Foi aberto um grupo no STF de conciliação e esse grupo tem trabalhado. Era para ter concluído o trabalho agora, mas foi prorrogrado por mais um tempo. Quanto mais demora, demora o licencimaneto e vai atrasando mais. A ferrovia que tem necessidade para ontem", complementou.

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