O secretário de Estado de Saúde (SES-MT), Gilberto Figueiredo (União Brasil), cravou o valor de R$ 30 milhões como a lance final do Executivo para a compra do prédio da Santa Casa em Cuiabá. A oferta foi coberta pelo Instituto Evangelístico São Marcos que se dispôs a pagar R$ 48 milhões. Gilberto negou que o governador Mauro Mendes (União Brasil) esteja intencionado a travar uma queda de braço com a entidade, contrapondo com nova proposta, o que, segundo ele, promoveria "um leilão dentro do leilão".
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Ambos os lances são avaliados pela Comissão de Credores da Santa Casa. O lance inicial do governo foi de R$ 25 milhões. Os credores pediram R$ 35 milhões. Mauro concordou em aumentar apenas R$ 5 mi, alegando que a gestão já havia repassado R$ 33 mi para custear dívidas de ex-funcionários estacionadas no Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT-MT).
"O governo do Estado já finalizou a sua proposta atendendo aos credores. Os credores reunidos com o TRT fizeram um apelo ao governo do estado para ampliar de R$ 25 milhões para R$ 30. Eu conversei com o governador, ele autorizou e assim fizemos. A nossa proposta é de 30 milhões", falou Gilberto Figueiredo nesta quarta-feira (25).
A responsável pelo leilão é a juíza do TRT Eliane Xavier de Alcântara. Após a palavra final da Comissão de Credores, ela vai repassar a definição ao Ministério da Saúde, que, caso tenha interesse na compra, terá preferência na negociação. Como até o momento o governo federal não apresentou propostas, a tendência é que o Estado de Mato Grosso assuma a gestão do hospital. Mas antes, a Prefeitura de Cuiabá será consultada. O posicionamento do prefeito, Abilio Brunini (PL), é para que Mendes adquira a unidade.
"Quando ela consultar o governo do Estado, obviamente, como a proposta é nossa já está aceita. (A juíza) finaliza o processo burocrático e aí sim é decidido se é o governo do Estado que vai fazer a aquisição", explicou Gilberto.
Mauro Mendes ainda acumula outra vantagem: o governo pagará à vista. Já os R$ 48 milhões ofertados pelo São Marcos serão pagos em parcelas mensais de R$ 500 mil. A primeira parcela seria paga em seis meses. A oferta anterior do Instituto foi de R$ 40 milhões. A Comissão de Credores não aprovou a proposta pois a primeira parcela de R$ 500 mil seria quitada em um ano.
"O governador já informou, nós não vamos ficar fazendo um leilão dentro do leilão. Nossa proposta é 30 milhões", cravou Gilberto.
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