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Política Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 13:33 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 13h:33 - A | A

PALANQUE LULISTA

Fávaro cita direita rachada e dispara: "quanto mais se dividir, melhor para nós"

Para o senador, a esquerda fatura duplamente com as brigas internas do PL em MT e em escala nacional, com os desentendimentos na família de Jair, que impulsionam reeleição de Lula

CAMILA RIBEIRO / GABRIEL BARBOSA E ANDRÉ PAULINO
Da Redação/Do Local

Gabriel Barbosa/HNT

O senador Carlos Fávaro (PSD).

O senador Carlos Fávaro (PSD).

O senador Carlos Fávaro (PSD) afirmou que os conflitos internos da direita, tanto em Mato Grosso quanto no cenário nacional, favorecem a esquerda nas eleições de 2026. Segundo ele, o racha no PL em Mato Grosso, com prefeitos divididos entre o apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo e ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), beneficia diretamente a candidatura da médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD).

No cenário nacional, Fávaro avaliou que os desentendimentos envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) colaboram o projeto de reeleição do presidente Lula (PT).

"Quanto mais a direita se dividir, melhor para nós, tanto na disputa ao Governo quanto à Presidência da República, porque nós estamos unidos e o presidente Lula vai conseguir seu quarto mandato. Quanto mais a direita se dividir, melhor para nós", afirmou Carlos Fávaro à imprensa, nesta quinta-feira (30), durante a convenção do PSD. 

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Fávaro, que preside o diretório estadual do PSD, articulou desde o fim das eleições municipais de 2024 a aproximação do partido com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), buscando construir uma ampla aliança de centro-esquerda para a disputa em 2026. O diálogo resultou na formação de uma frente composta por oito partidos.

Um dos principais impasses enfrentados pelo senador ocorreu dentro do próprio PSD, quando o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reivindicou o direito de disputar o governo. Mas o projeto do ex-prefeito priorizava uma candidatura própria e uma eventual aliança com a federação ligada a Lula apenas em um possível segundo turno. O senador não incentivou a pré-candidatura por considerar que ela contrariava o compromisso assumido com Lula de fortalecer o palanque da esquerda em Mato Grosso.

"Tudo o que era possível unir em torno da candidatura da Dra. Natasha nós conseguimos. O tamanho da nossa convenção mostra essa unidade. Todo mundo trouxe seus militantes", disse. 

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Ao defender o potencial eleitoral da aliança, Fávaro citou o desempenho do grupo nas eleições à Prefeitura de Cuiabá em 2024, quando o então deputado estadual Lúdio Cabral atingiu 46,19% no segundo turno. O prefeito eleito, Abilio Bruninin (PL), pontuou 53,78%.

"Nós mostramos essa unidade na eleição de Cuiabá. Ninguém dizia que o Lúdio iria para o segundo turno. Ele quase fez 47% e quase venceu a eleição. Agora estamos ainda mais unidos e vamos vencer as eleições em Mato Grosso", concluiu.

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