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Política Segunda-feira, 29 de Junho de 2026, 11:32 - A | A

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ADVERSÁRIO NAS URNAS

Fagundes minimiza aproximação de prefeitos do PL com Pivetta e adverte sobre "negociatas"

Senador e pré-candidato ao Palácio Paiaguás classifica apoio de correligionários ao governador como relação puramente administrativa e cobra equilíbrio nos repasses estaduais

BIANCA MORTELARO
Da redação

O senador e pré-candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL) minimizou os apoios de prefeitos do Partido Liberal ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O posicionamento ocorre em um momento de crescente articulação de Pivetta, que já contabiliza o apoio público de gestores como Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, apesar da orientação contrária da cúpula do Partido Liberal.

“Vamos corrigir bem aqui. Eu não vi declaração do Sérgio Manic nessa linha. Eu entendi que ele estava lá para apoiar o governo e reivindicando obras, que é o papel de todo prefeito, prefeito de Rondonópolis da mesma forma”, declarou o senador, em entrevista à imprensa.

LEIA MAIS: Pivetta expressa "fé" em apoio de Abilio Brunini e nega barganha por alianças

A movimentação tem sido vista nos bastidores como uma "debandada", reforçada pela declaração do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Antônio Piaia (PL), que também oficializou sua posição pró-Pivetta sob a justificativa de continuidade dos investimentos estaduais. No entanto, Fagundes buscou atribuir as manifestações dos correligionários como uma relação estritamente institucional e administrativa entre prefeituras e o Estado.

“O Mauro Mendes fez compromisso como governador solene de fazer essas três obras, que é a duplicação do anel viário, obra do Estado, o asfalto do Sagrada Família e também o Razia, que é um distrito industrial. E esses projetos foram feitos na administração anterior do ex-prefeito José Carlos do Pátio. E o compromisso foi selado, onde o Governo do Estado colocaria uma parte, a Prefeitura colocaria outra e eu colocaria emenda, e está lá na conta da Prefeitura a minha parte”, explicou.

Diante desse cenário, Wellington classificou a proximidade dos aliados ao governador como “natural”, já que os gestores dependem do orçamento financeiro do Estado para viabilizar as obras do município.

“É natural que o Governador chegue, ele tem compromisso, tem obrigação, porque o orçamento é o dinheiro do imposto do povo. Então, eu acho natural que todos os prefeitos tenham que procurar mesmo”.

Apesar da tentativa de Fagundes em suavizar a situação, o pré-candidato ressaltou que acompanha de perto as tratativas de alianças entre os pares da sua sigla e Pivetta, destacando a ilegalidade de “negociatas” em período eleitoral.

“Agora, espero que isso não esteja sendo feito com direcionamento: “venha para o meu partido que eu vou te dar alguma coisa”. A legislação não permite isso, então nós estamos atentos para que todos os municípios de Mato Grosso sejam atendidos proporcionalmente, não pode ser benefício só para um e deixar a maioria abandonada”, concluiu.

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