O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), disse que entregou a presidência do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental do Vale do Rio Cuiabá (Cides-VRC) ao prefeito de Nossa Senhora do Livramento (39,5 km da capital), Silmar de Souza Gonçalves (DEM), após perceber que estava “desgastando” a imagem dos gestores públicos membros do grupo com o governador Mauro Mendes (União Brasil).
“Fico muito preocupado com os prefeitos da Baixada Cuiabana, pois muitos deles que conversam comigo, dependem de Cuiabá e estão aqui dois deles, Souza e o Osmar Forner. E um dos motivos que me levaram a entregar o Consórcio para eles é porque eles estavam se desgastando em estar do meu lado perante o governo do Estado”, disparou Emanuel nesta quarta-feira (26), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para discutir o novo ‘Marco dos Resíduos Sólidos’.
O Cides é formado pelas cidades de Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande. Emanuel liderou os trabalhos na gestão anterior. Mas, em razão de seu relacionamento com Mendes ser minado por rusgas incontáveis, saiu de cena para não interferir em negociações com o Paiaguás.
“Isso prejudica qualquer política pública, eles são pequenos, precisam do apoio do governo. Então, eu estava começando a atrapalhar, eles estavam se sentindo constrangidos por quererem estar comigo, temos uma afinidade política enorme. Mas, tirou foto com o homem, já fecha a porta em outro canto”, falou o prefeito de Cuiabá.
A reunião no TCE é presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, responsável pela Comissão Permanente do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Corte de Contas. Emanuel ainda apontou que os estudos apresentados em torno da cobertura do saneamento precisam ter adesão política dos 141 prefeitos para conseguir avançar em Mato Grosso.
“Basta que cada um faça sua parte e a gente una esforços para o bem comum. Mas se não tiver adesão política, muito pouco vai adiantar os encaminhamentos técnicos”, observou Pinheiro.
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