Caiado foi procurado por mensagem e por meio da assessoria de imprensa, mas, até a publicação deste texto, não havia respondido aos contatos da reportagem, assim como o PSD.
Em uma entrevista ao site O Popular, de Goiás, o governador afirmou que está tudo certo para se filiar ao PSD, mas que ainda não oficializou a filiação porque pretende fazê-lo em um evento partidário em Goiás. Ele não deu detalhes sobre a cerimônia
"Não depende de mais nada. Já está acertado, com a palavra dada. É um evento que eu também vou fazer no meu estado. Não será simplesmente uma assinatura, será um evento", disse ele na noite de terça-feira, 3.
Caiado também confirmou que pediu a Kassab para que a decisão sobre quem será o candidato do PSD seja tomada até 3 de abril, data limite para um candidato se filiar ao partido pelo qual disputará a eleição.
O presidente do PSD, até aqui, tem dado declarações de que a decisão será tomada até 15 de abril. Além de Caiado, estão no páreo os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
"Sim, solicitei a antecipação. Acho que é fundamental. Não tem por que nós esperarmos tanto tempo. Temos que começar a caminhar o Brasil. Eu, a partir do dia 31, já não sou mais governador do Estado e eu tenho que caminhar o País", acrescentou Caiado ao jornal goiano.
Em um almoço com banqueiros nesta quarta-feira, Ratinho Jr. disse que a ideia é que "até o final de março, início de abril isso já esteja definido".
Embora Caiado declare que está tudo acertado com o PSD, o operador político que avisou ao Estadão que a filiação não estava oficializada na Justiça Eleitoral apresentou outra justificativa.
Segundo ele, Caiado quer ter margem de manobra para se filiar a outro partido que tope lançá-lo como candidato caso não seja escolhido pelo PSD. Antes do anúncio que iria para o partido de Kassab, ele manteve conversas com o Solidariedade e com o Podemos.
A legislação eleitoral determina que todos os candidatos precisam estar filiados aos partidos pelos quais disputarão a eleição até seis meses antes do primeiro turno. No pleito deste ano, o prazo é de 3 abril. Se o calendário de Kassab for mantido, isso significaria que Caiado, Ratinho e Leite não poderiam mais trocar de legenda caso não gostem da escolha feita pelo PSD.
O Estadão questionou Caiado se há possibilidade dele ir para uma terceira sigla nas próximas semanas. Ele não respondeu. Nas entrevistas após o anúncio de que iria para o PSD, ele declarou que respeitaria a decisão do partido mesmo se não fosse o escolhido.
Caiado, Leite e Ratinho estarão junto com Kassab em um giro por cidades paulistas a partir da próxima sexta-feira, 6. Até segunda-feira, 9, os quatro participarão de filiações de políticos ao PSD e debates sobre as propostas do partido para o Brasil em São Paulo, Santos, Itapevi, Presidente Prudente e Sorocaba.
(Com Agência Estado)
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