O vereador por Cuiabá, Daniel Monteiro (Republicanos), negou que tenha recebido um convite formal para assumir o cargo de Secretário Adjunto de Educação na gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Os rumores ganharam força após o ex-secretário de Educação, Alan Porto (Republicanos), deixar a Pasta para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Paralelamente aos rumores, o parlamentar articulou a aprovação de uma emenda à Lei Orgânica do Município, que alterou o artigo 21 da legislação para permitir que vereadores se licenciem para assumir secretarias municipais, estaduais ou ministérios sem o risco de perda do mandato.
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Apesar da medida ter sido aprovada em primeira votação, Monteiro buscou minimizar as especulações durante entrevista à imprensa nesta terça-feira (3).
“Fazendo uma pequena retificação aos boatos que correram nos corredores da Câmara, não existe absolutamente nada de concreto. Se existisse também, da minha boca já teria saído algo ou da boca do próprio governador Otaviano”, afirmou.
O vereador ponderou que, por ser do mesmo partido de Pivetta, as conversas são naturais.
“É claro que sempre há conversas na medida em que eu sou do mesmo partido, na medida em que eu sempre tento dar as minhas contribuições ao governo do estado, porque eu já trabalhei no governo do estado”, disse.
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Daniel Monteiro também destacou seu histórico de "desapego com cargos", relembrando que, no ano passado, recusou o convite do prefeito Abilio Brunini (PL) para comandar uma "supersecretaria" que uniria Educação, Esporte e Cultura.
"Eu acho que inclusive foi a primeira vez na história que isso aconteceu, que é de um parlamentar recusar uma secretaria do tamanho da educação. Eu recusei publicamente ano passado. Isso evidencia o meu desapego com cargos", pontuou o vereador.
Questionado sobre a possibilidade de ter assumido a pasta municipal no passado diante de denúncias recentes na gestão, Monteiro foi enfático: “Eu acho que se eu tivesse sido o secretário eu teria dado a minha contribuição. Não tenho nem porque problematizar isso na minha cabeça, tem que pensar no futuro, não penso no passado que não aconteceu”.
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