Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar avançava a 160,20 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1527 e a libra recuava a US$ 1,3340. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou em 0,7%, a 100,069 pontos, operando acima de 100 pontos pela primeira vez desde abril.
O dólar ganhou força após o relatório de empregos dos Estados Unidos apontar a abertura de 172 mil postos de trabalho no mês de maio, bem acima do previsto. Para a Capital Economics, o resultado favorece a divisa americana ao ampliar perspectiva de aperto monetário pelo Fed.
Já no fronte geopolítico, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, afirmou que o país pode expandir o conflito caso um acordo não seja firmado. O representante declarou, ainda, que as negociações estão estagnadas em estágios iniciais.
À espera da reunião de política monetária da próxima semana do Banco Central Europeu (BCE), o Swissquote afirma que a expectativa é que os dirigentes votem por uma alta nos juros, apesar de ter "resistido a aumentar as taxas" nas primeiras semanas da guerra com o Irã. Já o Banco da Inglaterra (BoE) pode manter as taxas inalteradas no próximo encontro, "mas terá que encarar a dura realidade das crescentes pressões inflacionárias em uma das reuniões subsequentes e também aumentar as taxas", aponta.
Enquanto isso, o dólar oscila em torno de 160 ienes, "aumentando a possibilidade de intervenção direta das autoridades japonesas", segundo o Swissquote, que afirma que o Banco do Japão (BoJ, em inglês) tem "pouca escolha a não ser aumentar as taxas de juros para reverter de fato a depreciação do iene".
(Com Agência Estado)
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