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Política Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 17:43 - A | A

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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 17h:43 - A | A

ALINHADO AO ITAMARATY?

Wellington Fagundes teme perda de "autonomia" do Brasil após medida contra PCC e CV

Senador de MT expressou preocupação com perda de soberania nacional, criticou apoio do governador Otaviano Pivetta à medida norte-americana e divergiu da agenda do presidenciável Flávio Bolsonaro

BIANCA MORTELARO
Da redação

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), expressou preocupação com a possível perda de “autonomia” do Governo Brasileiro, diante de uma eventual invasão norte-americana no território, sem mencionar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala ocorre após a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, pelos EUA.

“Realmente nós temos poderemos ter consequências, inclusive de invasão no país, o país perdendo a sua autonomia. Quando é um país terrorista, isso pode acontecer”, disse o senador, em coletiva realizada nesta sexta-feira (05).

LEIA MAIS: EUA anunciam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e amplia tensão com o Brasil

Para o parlamentar, medidas de segurança pública deveriam ser provenientes do Estado e não de políticos estrangeiros. Ao salientar sua opinião, Fagundes menciona o apoio do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à classificação.

“O governador atual Pivetta, ele acusou dizendo que isso é solução. Quem tem que ter a solução da segurança do Estado é o Estado. A Força Nacional vem intervir quando acontece uma situação dessa, é temporária”, declarou o senador, recordando do posicionamento do gestor, que ironizou o fato da classificação ser de um governante de outro país e não do presidente Lula (PT).

LEIA MAIS: Pivetta elogia classificação de PCC e CV como terroristas pelos Estados Unidos

A medida anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano prevê que os grupos sejam incluídos tanto na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) quanto na de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs), ampliando sanções financeiras e mecanismos de repressão internacional. De acordo com Wellington, os desdobramentos da classificação devem ser discutidos com o Governo e sociedade civil.

“Eu acho que isso tem que ser muito bem discutido com o Ministério das Relações Exteriores e acredito que a Comissão de Relações precisa discutir isso inclusive com a sociedade, que consequências podem existir”, finalizou.

As críticas à medida, contudo, não são acompanhadas pela ala bolsonarista, que é a base ideológica do parlamentar. O anúncio ocorreu um dia após o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado, Marco Rubio. Conforme o presidenciável, o próprio pediu que o presidente Donald Trump designe as facções brasileiras como organizações terroristas, durante encontro na Casa Branca.

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