Sexta-Feira, 10 de Julho de 2020, 12h:38

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CPI aprova relatório que pede cassação de prefeito de Cuiabá

Por: WELLYNGTON SOUZA

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, na Câmara dos Vereadores, aprovou nesta sexta-feira (10) o relatório que pede o afastamento e a cassação do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) por suposta quebra de decoro parlamentar e obstrução de justiça à época em que era deputado estadual.

Divulgação

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O relatório foi aprovado por 2 votos a 1. O relator da comissão vereador Toninho de Souza (PSD) foi contrário ao parecer do membro sargento Joelson (SD) e Marcelo Bussiki (DEM) que votaram pela aprovação.

Joelson declarou que Pinheiro cometeu crime de formação de quadrilha e associação criminosa junto com outros deputados para cobrança e recebimento de propina na Assembleia Legislativa. Por outro lado, Toninho declarou que não enxergou provas que comprove que Pinheiro tenha cometido crime de obstrução da justiça.

Agora, o relatório será encaminhado ao presidente da Câmara, vereador Misael Galvão (PTB) que deve colocar à votação dos demais parlamentares em sessão plenária. “Essa votação no plenário pode culminar em um pedido de abertura de uma comissão processante para afastar Emanuel Pinheiro. Talvez possa parecer que este não é o momento para esse tipo de discussão, em razão da pandemia, mas entendo que se nos omitirmos agora estaremos apoiando a corrupção na sua forma mais cruel: a que acontece diante de nossos olhos”, encerrou Bussiki.

Conforme Bussiki, o relatório leva em consideração todos os documentos recebidos ao longo do trabalho da CPI, inclusive o vídeo em que Pinheiro aparece recebendo maços de dinheiro. O conteúdo foi entregue na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa. Foram ouvidos na CPI, Silval, seu ex-chefe de gabinete, Sílvio Corrêa, o ex-deputado José Riva, o servidor Valdecir Cardoso e o perito judicial Alexandre Perez.

Já o irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro, conhecido como Popó, chegou a ser convocado para depor à comissão, pois Emanuel alegou que o dinheiro recebido era para pagamento de dívidas do irmão. No entanto, Popó se negou a comparecer sob o argumento de que um irmão não poderia depor contra outro.

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