Os comentários foram feitos durante entrevista coletiva para comentar os resultados do quarto trimestre e do ano de 2025.
"O BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução para a Raízen", disse ele, destacando que a empresa tem uma rede de aproximadamente 8.000 postos. "Nós estamos nos dedicando muito, conversando com os credores, com a Shell, com o grupo Cosan, com todos os parceiros do sistema financeiro."
A Raízen é uma joint venture controlada em conjunto pela Cosan e pela Shell. Em novembro de 2025, o BNDES comprou cerca de 2% de participação na empresa por R$ 409 milhões. No início do ano passado, o banco aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para construir uma nova usina de etanol.
"Nós temos todo o interesse que essa empresa se recupere, porque tem resultados muito sólidos, tem ativos muito importantes e tem um peso muito grande no setor de biocombustível", ressaltou o presidente do BNDES. "Nós acreditamos que essa recuperação é possível e estamos trabalhando nessa direção, mesmo não estando na recuperação extrajudicial, e ajudando a encontrar uma boa solução para a empresa."
Ao tratar do contexto setorial, Mercadante avaliou que os conflitos geopolíticos podem influenciar a dinâmica do etanol, produto no qual a Raízen tem presença relevante. O aumento nos preços do petróleo, devido à guerra do Irã, vai favorecer etanol, que não sofreu reajustes, lembrou.
Ainda no tema da transição energética, Mercadante defendeu os biocombustíveis. "A rota tecnológica do Brasil é o carro híbrido; energia renovável é mais descarbonizante que carro elétrico", afirmou.
(Com Agência Estado)
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