Alckmin também ressaltou que o tratado deverá gerar impacto positivo nas principais variáveis macroeconômicas.
"Quero registrar, em nome do presidente Lula, o reconhecimento do governo federal ao Congresso Nacional pelo papel decisivo e responsável desempenhado ao longo desse processo", disse Alckmin ao discursar na sessão, que contou também com presença os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e os relatores do projeto na Câmara e no Senado, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) e senadora Tereza Cristina (PP-MS). "A aprovação desse acordo é fruto de diálogo institucional, compromisso com o interesse nacional e visão estratégica de longo prazo", continuou o vice-presidente.
Segundo ele, ao avançar na parceria entre Mercosul e União Europeia e na integração entre países, o Brasil faz sua escolha política. "Dois grandes projetos históricos de integração voltam a se encontrar. O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que juntos representam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e também o maior acordo de comércio entre blocos do mundo", ressaltou.
Em seguida, ele disse que o acordo vai diversificar mercados, reduzir vulnerabilidades externas, fortalecer a integração e ampliar a resiliência da economia brasileira frente a choques globais. "Ele é, portanto, um instrumento de política econômica e também de política externa, alinhado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Estimativas realizadas no Ministério da Indústria indicam que o acordo gera impactos positivos em todas as principais variáveis macroeconômicas do Brasil". Alckmin citou expansão do PIB, aumento das exportações, estímulo ao investimento nacional e estrangeiro, geração de empregos, redução de custos e maior oferta ao consumidor.
A expectativa do governo é que o acordo entre em vigor em até 60 dias após a promulgação, no mês de maio.
Alckmin aproveitou a oportunidade para pedir o apoio do Senado para os acordos do Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), bloco econômico formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. "Somado ao Acordo Mercosul-União Europeia, estes instrumentos elevarão de 12% para 31% o comércio brasileiro amparado por acordos comerciais", destacou.
(Com Agência Estado)
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