"Não combina com um estado rico como Mato Grosso ter uma fila do ossinho", avaliou a pré-candidata a deputada federal Professora Graciele Marques (PCdoB). Ao HNT TV Entrevista, Graciele destacou a desigualdade social em regiões polo, como o Nortão, seu reduto eleitoral, onde os trabalhadores que sustentam a base do agro convivem com qualidade mínima para sobreviver, enquanto os 'barões' do agro usufruem de extremo luxo.
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As chamadas 'ilhas de prosperidade' também podem ser observadas em Cuiabá. Nos bairros centrais da Capital, há estrutura e oportunidades. Já na periferia o cenário é o oposto. A 'fila do ossinho' em um açougue no CPA é um desses exemplos.
Em números, o produto interno bruto (PIB) de Mato Grosso contabilizou R$ 328 bilhões, um crescimento de 661% entre 1995 e 2025. A renda per capita do estado segundo o IBGE é equivalente a R$ 2.235. O percentual deixa o na 10ª colocação. Porém, Graciele aponta que, na prática, essa "riqueza" ainda não é sentida na ponta, com a melhora da qualidade de vida do trabalhador.
"Mato Grosso tem que ser comparado com Mato Grosso. As pessoas têm que entender que não combina com um estado rico, como é Mato Grosso, ter uma fila do ossinho. Não combina com um estado rico, como é Mato Grosso, ter uma ocupação no final do Jardim Araguaia, lá em Sinop, sem nenhuma estrutura, sem saneamento básico", disse.
Defensora do fim da escala 6x1, a pré-candidata a deputada federal aponta que além da remuneração é preciso ver as condições em que os trabalhadores estão expostos e cita os índices elevados de trabalho análogo a escravidão em MT. Somente em 2025, o estado registrou o resgate de 627 trabalhadores nessa situação segundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT).
"Já fomos notícia internacional por conta disso. A qualidade do trabalho realizado pelos trabalhadores, depende muito das condições que eles têm para realizar isso. Então, uma escala amassante de trabalho, condições ruins de trabalho não vão levar ao resultado que nós precisamos. Elas precisam de alimentação saudável, elas precisam de lazer, de cultura, de educação, de qualidade", concluiu.
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