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Política Segunda-feira, 16 de Março de 2026, 16:20 - A | A

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Segunda-feira, 16 de Março de 2026, 16h:20 - A | A

'URGÊNCIA' ELEITORAL

Buzetti detona tramitação de PEC que acaba com escala 6x1: "para ganhar voto"

Senadora participou de encontro com bancada federal e representantes do setor produtivo na Fecomércio.

ALINE COÊLHO
DA REDAÇÃO

A senadora Margareth Buzetti (PSD) criticou o debate sobre mudanças na escala de trabalho no Brasil e afirmou que a tramitação da PEC 148/2015, que prevê o fim gradual da escala 6x1, tem forte motivação eleitoral.

Para Buzetti, o tema envolve forte apelo social, mas também estaria sendo explorado politicamente em ano de eleição. “Existe um apelo governamental para ganhar voto”, disse.

A declaração foi dada nesta segunda-feira (16), durante encontro entre a bancada federal de Mato Grosso e representantes do setor produtivo na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) .

A senadora ainda criticou a forma como propostas relacionadas ao tema estariam avançando no Congresso Nacional. Segundo ela, falta um debate mais aprofundado com a sociedade e com o setor produtivo.

“Entrou na comissão em regime de urgência, extra pauta e foi aprovado sem discussão nenhuma. Eu acho que isso está muito errado”, declarou.

Segundo Buzetti, empresários e representantes do comércio estão preocupados com possíveis alterações nas regras de jornada de trabalho, especialmente em um cenário em que muitas empresas já enfrentam dificuldades para contratar.

Apesar das críticas, a senadora afirmou que não concorda com a possibilidade de reduzir salários como forma de compensar eventuais mudanças na jornada de trabalho. “Você não pode reduzir o salário dos trabalhadores. Isso não é certo”, ressaltou.

O QUE MUDA COM A PEC? 

Pelo texto, a carga horária semanal máxima cairia de 44 para 36 horas, sem redução salarial. Além disso, o descanso semanal mínimo passaria de um para dois dias, preferencialmente aos sábados e domingos.

A proposta estabelece uma transição gradual, com prazo de até seis anos para que todas as mudanças estejam plenamente em vigor.

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