Mais fraco do que a média recente, o giro ficou em R$ 22,7 bilhões, em sessão na qual diversas instituições financeiras trouxeram revisões na expectativa para o Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira, com chance de um corte menor, de 0,25 ponto porcentual, ou mesmo de manutenção da taxa de juros em 15% ao ano, ante a incerteza global.
No mês, o Ibovespa ainda recua 4,72%, moderando o ganho do ano a 11,64%, que estava em 17,17% no fechamento de fevereiro, antes da deflagração da guerra ao Irã.
Na B3, a recuperação nesta segunda-feira foi bem distribuída pelas ações de primeira linha, em especial as de commodities, como Vale (ON +0,69%) e Petrobras (ON +1,50%, PN +2,04%), e do setor financeiro (Itaú PN +1,42%, Santander Unit +0,79%), com Bradesco (ON estável; PN +0,05%) perdendo fôlego no encerramento. A relativa redução da percepção de risco em relação ao conflito no Oriente Médio trouxe distensão não apenas aos preços do petróleo, mas também ao câmbio. O dólar à vista fechou em baixa de 1,63%, a R$ 5,2298.
"Depois de três sessões seguidas de alta, o Brent recuou (-2,84%) com alguns petroleiros conseguindo cruzar o Estreito de Ormuz no fim de semana, o que ajudou a diminuir a preocupação quanto a um choque energético mais severo justamente às vésperas de semana decisiva para os juros", diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Em Nova York, os principais índices de ações mostraram ganhos de até 1,22% (Nasdaq) no encerramento, em semana de deliberação sobre juros não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos. Na B3, destaque no fechamento para CSN (+5,42%), Magazine Luiza (+5,35%) e Embraer (+4,20%). Na ponta oposta do Ibovespa, Porto Seguro (-4,00%), RD Saúde (-0,93%) e Ultrapar (-0,69%).
No noticiário externo, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta segunda-feira que os países-membros poderão liberar mais petróleo no mercado futuramente "conforme e se necessário", após já terem concordado com a maior liberação de reservas de todos os tempos. De acordo com Birol, restarão mais de 1,4 bilhão de barris nas reservas de emergência dos membros.
"O grande foco ainda é o petróleo. Ao longo dos dias anteriores, o preço subiu e caiu com força, conforme surgiam notícias sobre possível trégua ou, ao contrário, sobre novos riscos na região. O receio do mercado é simples: energia mais cara pode pressionar a inflação global e dificultar a queda dos juros. O que acaba pesando sobre as Bolsas e fortalecendo o dólar em vários momentos, como visto na semana passada", diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda que não há informações claras sobre o estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e sugeriu a possibilidade de que ele esteja morto. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 16, quando Trump foi questionado sobre o que seus conselheiros estariam dizendo a respeito do sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto durante ataques no início da guerra.
"Não dá para ignorar o alívio, hoje, em relação ao que se viu na semana passada, quando havia prevalecido a aversão a risco. Dólar um pouco mais fraco e taxas de juros recuando também. Embora a perspectiva seja mais construtiva, ainda há fatores de risco em relação à guerra. Mas há uma acomodação na percepção do mercado, o que se reflete também no petróleo, ainda em níveis de estresse, mas não como se viu na semana passada quando se aproximou de US$ 120 por barril", observa Nícolas Merola, analista da EQI Research, destacando na sessão desta segunda o desempenho de empresas mais sensíveis a juros.
(Com Agência Estado)
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