A Câmara Municipal de Cuiabá realizou na tarde desta segunda-feira (16) a oitiva da ex-servidora que denunciou o ex-secretário municipal de Trabalho, Willian Leite, por assédio sexual. O depoimento foi conduzido pela Comissão Especial criada para acompanhar o caso, composta pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
De acordo com nota oficial divulgada pela Casa, a vítima foi acolhida pelas parlamentares durante todo o procedimento. A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, avaliou que o depoimento foi "esclarecedor" e representa um avanço significativo nos trabalhos conduzidos pelo colegiado.
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"Durante o depoimento, a vítima foi acolhida pela Comissão Especial. Conforme avaliação da vereadora Dra. Mara, presidente da comissão, juntamente com as membras Michelly Alencar e Maria Avalone, a oitiva foi considerada esclarecedora e contribuiu para o avanço dos trabalhos conduzidos pelo colegiado", diz trecho da nota.
Na ocasião, foi oferecido à ex-servidora o apoio da Procuradoria Especial da Mulher do Poder Legislativo da Capital, órgão que será oficialmente inaugurado nesta sexta-feira (20). A nova procuradoria tem como objetivo fortalecer o acolhimento, a orientação e o encaminhamento de casos que envolvam violência contra a mulher.
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A criação da Procuradoria ocorre em um momento simbólico, em meio às discussões sobre a atuação do Legislativo municipal em casos sensíveis como o da denunciante, que recentemente criticou publicamente a postura de parlamentares femininas durante o episódio.
O ex-secretário Willian Leite, que pediu exoneração do cargo assim que a denúncia veio a público no início de fevereiro, ainda deverá ser ouvido pela comissão nos próximos dias. A oitiva do acusado dará continuidade às apurações conduzidas pelo colegiado, que tem poderes limitados em comparação a uma CPI, mas atua em conjunto com as investigações oficiais da Polícia Civil.
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A comissão, formada exclusivamente por mulheres, foi criada em meio a um cenário de polarização na Câmara, após a base governista articular a abertura de quatro CPIs simultâneas para impedir a instalação de uma investigação parlamentar de inquérito específica contra Willian Leite — o que esbarrou no limite regimental de cinco comissões desse tipo em funcionamento simultâneo.
A vítima, que está grávida de cinco meses, havia manifestado anteriormente, por meio do vereador Daniel Monteiro (Republicanos), o desejo de depor na Câmara e a preferência por uma CPI, por entender que esse instrumento teria maior poder investigativo. O depoimento desta segunda-feira, no âmbito da Comissão Especial, representa a primeira vez que ela foi ouvida oficialmente pelo Legislativo municipal.
A Procuradoria da Mulher, que será lançada na sexta-feira, deverá atuar como canal permanente para receber denúncias e oferecer suporte a vítimas de violência de gênero, preenchendo uma lacuna institucional apontada por ativistas e especialistas no tema.
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