O afastamento do vereador Chico 2000 (PL) nesta terça-feira (27), no âmbito da Operação Gorjeta, consolida um recorde negativo para o parlamentar. Em apenas dez meses, o ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá foi alvo de três ações distintas, movidas tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Federal, envolvendo desde corrupção em obras públicas até crimes eleitorais.
A atual investigação aponta um prejuízo de R$ 600 mil em um esquema de "rachadinha" de emendas parlamentares. No entanto, o histórico de Chico com a Justiça em 2025 já era conturbado.
ESCÂNDALO DO CONTORNO LESTE
O primeiro grande revés ocorreu em abril do ano passado. Chico foi afastado pela primeira vez sob suspeita de receber propina da empreiteira HB20, responsável pelas obras do Contorno Leste, orçadas em R$ 125 milhões
O ex-presidente da casa foi acusado por 'permitir' a corrupção na Casa, e o recebimento de R$ 250 mil para aprovar o parcelamento de dívidas tributárias que beneficiariam a empresa.
A polícia reuniu comprovantes de transferências via Pix enviadas diretamente ao parlamentar, além de imagens das câmeras de segurança da própria Casa. Chico negou os crimes e conseguiu retornar ao cargo em setembro via habeas corpus do TJ-MT.
ALVO DA PF
Apenas dois meses após o primeiro escândalo, a Polícia Federal bateu à porta do vereador. A Operação Rescaldo investigou crimes cometidos no pleito de 2024.
A acusação desta vez foi de compra de votos e oferecimento de "vantagens indevidas" para atrair eleitores que apoiavam outros candidatos do próprio partido de Chico. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão para coletar provas do crime eleitoral.
DE NOVO NA MIRA DA POLÍCIA
A operação desta terça-feira apura um esquema de "devolução" de recursos. O grupo teria se associado para direcionar emendas ao Instituto Brasil Central e à empresa Chirolli Uniformes, que depois retornavam parte do dinheiro ao vereador.
Os supostos crimes investigados são de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Chico sofreu o afastamento imediato das funções, bloqueio de bens e proibição de acesso à Câmara e à Secretaria de Esportes para a continuidade das investigações.
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