A Câmara Municipal de General Carneiro (442 km de Cuiabá) repudiou atos de violência após o vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB) ser preso suspeito de atirar contra pessoas que comemoravam o resultado das eleições presidenciais no município, na noite deste domingo (25). O episódio deixou uma mulher ferida e mobilizou a Polícia Militar, que negociou por cerca de 50 minutos até conseguir a rendição do parlamentar.
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Em nota oficial publicada nas redes nesta segunda-feira (26), a Presidência da Casa Legislativa lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às vítimas e aos familiares. O documento também defendeu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes e reafirmou o compromisso da instituição com a legalidade, a segurança pública e o Estado Democrático de Direito, conforme fundamentado nos artigos 25, 26 e 27, inciso II, do Regimento Interno.
A manifestação destaca que divergências políticas não justificam atos de violência. A Câmara, porém, não antecipou conclusões sobre a responsabilidade do vereador enquanto o caso segue sob investigação.
Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 22h, quando o parlamentar, que é bombeiro militar da reserva, teria efetuado disparos da janela de sua residência em direção a pessoas reunidas nas proximidades da lanchonete Bob Esponja, durante a comemoração eleitoral.
A negociação para que ele se entregasse durou aproximadamente 50 minutos. Diante da aglomeração de moradores e do risco de agressões contra o suspeito, os policiais o algemaram e o transportaram no compartimento de segurança da viatura.
Durante a ocorrência, foram apreendidas a arma apontada como utilizada nos disparos, outras duas armas de fogo e munições de chumbinho calibre 5,5 milímetros. De acordo com o registro policial, duas mulheres, de 24 e 20 anos, foram identificadas como vítimas. A mais velha sofreu ferimentos leves na cabeça e no braço direito e recebeu atendimento no Hospital Municipal.
Na unidade policial, o vereador teria confirmado que realizou os disparos e afirmado que assumiria a responsabilidade pelo ato. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da ocorrência. O parlamentar foi apresentado por suspeita de posse irregular de arma de fogo, lesão corporal e disparo de arma de fogo.
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