Quarta-Feira, 20 de Fevereiro de 2019, 14h:12

Tamanho do texto A - A+

Botelho exalta disputa, mas destaca importância de não se criar racha na ALMT

Por: LEONARDO HEITOR

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (DEM) afirmou que a busca pela vaga é interessante do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas que é importante se evitar rachas entre os candidatos.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

eduardo botelho

 

Botelho declarou que a disputa se intensifica pelo fato de ser uma vaga importante, com caráter vitalício, o que potencializa as discussões e interesses. Estão no páreo os deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), Sebastião Rezende (PSC), Max Russi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM), além do juiz Eduardo Calmon e do ex-controlador Geral de Cuiabá e contador Luiz Mário de Barros.

 

“Vejo como normal e a disputa está sendo boa e salutar. No entanto, temos que ter disputa, mas não podemos ter briga ou atritos aqui. Não dá para chegar a um tensionamento onde se cria divisões de grupos na Casa. Somos apenas 24 deputados e precisamos buscar sempre o consenso”, afirmou.

 

O presidente da ALMT comentou sobre o acordo que teria sido firmado entre parlamentares da Casa, envolvendo uma possível indicação de Maluf ao cargo, em troca do tucano abrir mão da disputa pela primeira secretaria da Casa, que culminou com a ida de Max Russi ao cargo na Mesa Diretora.

 

“Houve o compromisso de alguns, dizendo que votariam nele caso a vaga surgisse, mas aí é do foro íntimo de cada um, cumprir ou não”. Questionado se o não cumprimento do acordo poderia gerar um desgaste com o deputado, Botelho foi enfático: “Com quem não está cumprindo. É outra história”, disse.

 

Botelho também rebateu a possibilidade de o TCE criar ritos para a posse do novo conselheiro, podendo, inclusive, vetar o nome indicado pela ALMT. O presidente do Legislativo afirmou que essa prerrogativa cabe apenas ao Judiciário.

 

“Uma vez homologada a escolha pela ALMT e nomeada pelo governador, não cabe ao TCE vetar nome. A Justiça pode até vetar, se entender que algum nome possua algo que o desabone, mas os conselheiros não têm esse poder de criar veto lá dentro”, disse.

 

Segundo o presidente da ALMT, o assunto será debatido em uma reunião que será realizada em março. Botelho disse que em conversa recente com o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), foi debatida a atuação recente de órgãos como os Tribunais de Contas dos estados e até mesmo da Controladoria Geral da União (CGU), que, segundo o parlamentar, estariam ultrapassando suas prerrogativas.

 

“Tive uma conversa sobre isso com o Rodrigo Maia, quando ele esteve em Cuiabá, em janeiro. Os legislativos farão uma discussão ampla com o Congresso Nacional, inclusive, relativo ao assunto. Tanto a CGU quanto os TCE's estão se colocando acima de tudo, querendo ser poderes, mas não são e precisam entender isso. Eles fazem parte do Poder Legislativo. Em março teremos essa conversa, pois eles estão se colocando acima do Tribunal de Justiça, da ALMT e até do Ministério Público, se colocando como novo poder. Não é por aí”, completou.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei