O primeiro suplente do senador eleito José Medeiros (PL), Odílio Balbinotti Filho, afirmou que a aliança do Partido Liberal com o MDB durante as eleições em Mato Grosso provocou divisões internas e avaliou que a estratégia precisa ser revista. Para ele, a aproximação entre as siglas não trouxe os resultados esperados para as candidaturas envolvidas.
“Rachou, sim, todo mundo sabe disso. O MDB, a entrada do MDB fez rachar”, declarou Balbinotti durante entrevista na inauguração da Casa 22, em Cuiabá, nesta terça-feira (13).
Na avaliação dele, a composição política não acrescentou força às candidaturas e acabou ampliando as divergências dentro do PL. Balbinotti defendeu que a experiência seja considerada nas próximas decisões partidárias, embora não tenha apresentado uma proposta formal para reorganizar a sigla.
A declaração expõe novamente as divergências entre integrantes do partido após as eleições estaduais. Enquanto Ananias Filho apoiou a aliança com o MDB e a candidatura de Wellington Fagundes ao governo, José Medeiros e outros nomes do PL adotaram posições distintas durante a campanha.
RUMOS DO PARTIDO
O debate sobre a aliança se soma à discussão sobre a permanência de Ananias na presidência estadual do PL. Nos últimos dias, Balbinotti afirmou que eventuais mudanças nos diretórios são naturais, mas que o assunto deveria ser tratado depois do segundo turno.
Questionado sobre a continuidade de Ananias no cargo, o primeiro suplente respondeu que, naquele momento, não defendia nenhuma posição. Ele também negou que houvesse conversas sobre assumir a presidência ou indicar um novo dirigente.
Segundo Balbinotti, as lideranças eleitas deverão se reunir após a votação presidencial para discutir a organização da sigla, a distribuição de funções internas e o planejamento para os próximos anos, incluindo as eleições municipais de 2028.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), já havia manifestado apoio à permanência de Ananias e defendido que a discussão sobre mudanças no diretório não fosse antecipada.
Apesar das críticas à aliança estadual, Balbinotti afirmou que lideranças do MDB apoiam a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. De acordo com ele, representantes da sigla haviam sido convidados para o evento em Cuiabá, mas estavam em São Paulo após uma convocação do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para uma declaração de apoio.
A manifestação indica que as divergências citadas por Balbinotti estão relacionadas principalmente à composição política feita em Mato Grosso durante a eleição estadual, sem representar, necessariamente, uma rejeição à participação de integrantes do MDB na mobilização presidencial.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Depois da votação, o PL deverá discutir seus próximos passos em Mato Grosso, em meio às divergências sobre a condução da campanha estadual e a organização da direção partidária.
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