A vereadora por Cuiabá, Baixinha Giraldelli (Solidariedade), confirmou ao HNT a narrativa da jornalsita Larissa Malheiros, registrada em um Boletim de Ocorrência, na qual ela denuncia ser vítima de difamação. Larissa foi acusada de clonar o aparelho celular da paralmentar, de quem foi assessora entre janeiro e outubro do ano passado.
Baixinha afirmou que considera um “grande desrespeito” ter o próprio nome e o da ex-assessora envolvidos nas acusações relacionadas ao vazamento de áudios de parlamentares da Câmara Municipal de Cuiabá. As mensagens de voz atribuídas aos vereadores Jefferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira (PP), nas quais eles demonstram estar indignados por supostos ataques da imprensa local e articulam uma reação coordenada, chegando a citar nominalmente alguns veículos de comunicação, foram vazados em fevereiro.
Segundo a parlamentar, na semana passada ela foi chamada para uma reunião com cerca de 20 vereadores, liderada por Demilson Nogueira (PP) e Ilde Taques (PODE), na qual foi mencionada a suspeita de que o vazamento teria ocorrido por meio de uma suposta clonagem de seu celular, atribuída à ex-assessora, a jornalista Larissa Malheiros. No entanto, de acordo com a vereadora, nenhuma prova foi apresentada.
“Acho um grande desrespeito meu nome e o de Larissa estarem na boca das pessoas. Quero saber onde estão as provas. Ela está no direito dela de procurar a polícia”, afirmou.
Baixinha relatou que foi surpreendida com a acusação durante o encontro entre os parlamentares. “Quando cheguei na reunião falaram que a Larissa teria soltado os áudios a partir de uma clonagem do meu celular. Eu levei um choque. Meu celular não foi clonado”, disse.
A vereadora explicou ainda que a ex-assessora não trabalha mais em seu gabinete desde outubro, mas que as duas mantêm amizade.
“Larissa saiu do meu gabinete há algum tempo. A gente se encontra casualmente e continua amiga. Mesmo assim disseram que confiavam em mim, que sabiam que eu não tinha nada a ver com isso”, contou.
De acordo com a parlamentar, após a reunião ela decidiu chamar a ex-assessora para esclarecer a situação. “Eu falei que não ia deixar quieto. Chamei ela no gabinete, expliquei o que tinha acontecido e foi isso que ela relatou no boletim de ocorrência”, disse.
Baixinha também afirmou ter se sentido constrangida com a situação. “Me senti a pior das pessoas numa reunião com quase 20 vereadores sendo acusada de que o áudio saiu do meu celular. Quando eu faço algo, eu assumo. Mas acusar sem prova dói muito mais”, declarou.
BOLETIM
A ex-assessora Larissa contou ao HNT que registrou boletim de ocorrência e pretende entrar com ação judicial contra os vereadores Demilson Nogueira e Ilde Taques, que seriam os responsáveis pela acusação
Segundo ela, durante a reunião foi dito que o responsável pelo vazamento teria sido identificado e que ela teria clonado o celular da vereadora. Larissa afirma que a acusação não foi acompanhada de provas e que o próprio vereador que teria feito a afirmação recuou posteriormente.
“Ele disse que tinha provas, mas depois falou que não tinha. Agora quero que ele prove na Justiça que eu clonei o celular da vereadora”, declarou.
SUPOSTA CLONAGEM
Vereadora e jornalista relataram ao HNT que a acusação contra Larissa teria supostamente partido de um outro jornalsita que também atua em Várzea Grande. Este teria procurado o vereador Demilson para relatar a suposta clonagem, e teria mostrado mensagens que provariam a ação criminosa.
Porém ao ser questionado, o vereador teria dito que viu, mas não teria as provas em sua posse.
Enquanto Larissa, que atualmente atua como coordenadora de Comunicação da Câmara de Várzea Grande, diz que foi ainda mais surpreendida pela informação de que Demilson tentou uma agenda com o presidente Wanderley Cerqueira (MDB), para denunciar a suposta clonagem, o que causou prejuízos ao trabalho em relação a confiança dos parlamentares que assessora atualmente.
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