O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou a promessa do senador Wellington Fagundes (PL) de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais, caso se eleja governador no pleito deste ano. Mauro afirmou que a medida poderia comprometer as contas públicas. Durante conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (11), Mendes comparou o posicionamento do senador à gestão do ex-governador Pedro Taques (PSB), afirmando que políticas desse tipo podem levar o Estado a uma crise fiscal.
Segundo o governador, prometer aumento de despesas sem garantir fontes de receita pode levar o Estado ao desequilíbrio financeiro.
“Eu acho engraçado alguns políticos que querem reduzir receita e aumentar despesa. Um político assim quebra o Estado. O Pedro Taques quebrou. Ele está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques. Vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Ser um Pedro Taques dois? É o caminho que ele está tomando”, afirmou.
Mendes argumentou que propostas desse tipo ignoram o impacto fiscal das medidas. De acordo com ele, apenas o pagamento integral da RGA poderia gerar cerca de R$ 4 bilhões em despesas adicionais, enquanto outras propostas em debate reduziriam a arrecadação estadual.
“Já vi gente propondo acabar com o Fethab. Isso tira cerca de R$ 3 bilhões da arrecadação. Somando isso com a RGA, no segundo ano o Mato Grosso está quebrado”, disse.
O governador também aproveitou para reafiamr o alerta que já fez ao eleitorado em outras oportunidade, sobre a escolha de gestores públicos, defendendo maior critério na análise do perfil dos candidatos.
“Não dá mais para ficar arriscando. Mato Grosso já colocou gente sem experiência e sem competência comprovada. Todo mundo sabe no que deu. O Estado quase quebrou”, declarou.
O QUE É A RGA
A Revisão Geral Anual é uma recomposição salarial prevista na Constituição para repor perdas inflacionárias dos servidores públicos e de acordo com sindicalistas de Mato Grosso acumulu cerca de 18% de déficit, o que teria gerado o compromisso de Fagundes.
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