O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta sexta-feira (28) a decisão do partido de retirar Cláudio Ferreira (PL) da presidência do diretório municipal em Rondonópolis após o prefeito declarar apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos). Para Abilio, Cláudio apenas escolheu seguir o próprio projeto político.
“Acho que não é nada demais”, afirmou o prefeito durante coletiva de imprensa.
Abilio disse que a direção do PL já havia comunicado aos prefeitos da legenda sobre a necessidade de alinhamento às candidaturas oficiais do partido. Segundo ele, alguns gestores optaram por deixar os cargos partidários antecipadamente, enquanto outros preferiram não se manifestar.
“Alguns pediram para sair com antecedência, que é o caso do Piaia, lá em Campo Novo do Parecis. Outros optaram por não se manifestar, como eu não tenho manifestado posicionamento político, e outros optaram por sair”, declarou.
Ao falar especificamente sobre Cláudio, o prefeito de Cuiabá afirmou que o colega de partido possui um projeto político próprio e decidiu seguir esse caminho.
“A forma com que a pessoa pede para sair ou se manifesta é diferente de cada um, do seu jeito. O Cláudio já tem o projeto político dele lá, ele optou por esse caminho e tudo certo”, disse.
PUNIÇÃO
Questionado se uma eventual expulsão de Cláudio do PL poderia ser considerada uma forma de censura, Abilio rejeitou a interpretação.
“Não, de modo algum”, respondeu.
A manifestação ocorreu após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, confirmar ao HNT que Cláudio já havia sido retirado da presidência do diretório municipal da legenda em Rondonópolis. O dirigente também informou que o prefeito foi convidado a deixar o partido voluntariamente.
Segundo Ananias, a condução do caso foi entregue ao empresário Odílio Balbinotti, candidato a suplente ao Senado pelo PL, que deverá conversar com Cláudio antes de uma eventual medida mais dura. O dirigente afirmou ainda que, caso o prefeito não aceite deixar a legenda, “no partido ele não fica”.
Apesar da retirada do comando partidário, Ananias afirmou que Cláudio não corre risco de perder o mandato por infidelidade partidária, uma vez que a regra não se aplica aos cargos do Executivo.
CRISE NO PL
A tensão começou após Cláudio declarar, na quinta-feira (27), apoio à reeleição de Pivetta, contrariando a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.
Ao anunciar o apoio, o prefeito de Rondonópolis reconheceu que poderia sofrer consequências internas e afirmou estar disposto a “pagar o preço” pela escolha. No início de agosto, Ananias já havia afirmado que filiados que fizessem campanha contra Wellington Fagundes e José Medeiros poderiam ser convidados a deixar o partido.
Além de Cláudio, o cenário de insatisfação dentro do PL envolve outras lideranças, entre elas o próprio Abilio, que já havia demonstrado resistência à composição eleitoral da legenda com o MDB e ao apoio a Wellington Fagundes.
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