O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (28) que exoneraria secretários, assessores e servidores comissionados de sua gestão que participassem de atos políticos do PT enquanto ocupassem cargos de confiança. A declaração ocorreu após questionamento sobre a secretária de Educação de Várzea Grande, Maria Fernanda, que apareceu usando um boné do partido durante um evento de campanha do senador Carlos Fávaro (PSD).
Ao comentar o episódio, Abilio comparou a situação com a forma como, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiria caso um integrante de seu governo demonstrasse apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Imagina que um dos ministros do Lula vestisse o boné do Flávio Bolsonaro. Como que ele reagiria? Ele manteria o ministro no cargo?”, questionou.
Na sequência, o prefeito afirmou que adotaria o mesmo critério que atribuiu ao presidente.
“Eu pretendo agir como o Lula agiria. Se o Lula ia mandar embora, eu vou mandar embora”, declarou.
Abilio então afirmou que secretários não devem participar de eventos políticos enquanto estiverem no exercício da função e ampliou a declaração para os demais ocupantes de cargos de confiança.
“Se alguém na minha gestão estiver vestindo a camisa vermelha, ou do PT, ou do Lula, pede para sair porque é cargo de confiança”, afirmou.
Segundo o prefeito, a mesma regra seria aplicada a assessores e servidores comissionados.
“Secretário é cargo de confiança. Assessor, comissionado é cargo de confiança. Se tiver na minha gestão participando de atos do PT, manifestação do PT, vai sair da minha gestão”, disse.
CASO EM VÁRZEA GRANDE
A declaração de Abilio ocorre após a repercussão da participação de Maria Fernanda no lançamento da candidatura à reeleição de Carlos Fávaro, realizado no último dia 16, em Cuiabá.
Na ocasião, a secretária de Educação de Várzea Grande apareceu em imagens participando do ato político, usando adesivos, segurando uma bandeira da chapa e usando um boné com símbolos do PT.
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Maria Fernanda foi nomeada para comandar a Secretaria de Educação pela prefeita Flávia Moretti (PL) em março deste ano.
Após a repercussão das imagens, a secretária afirmou, em entrevista publicada na quinta-feira (27), que suas posições políticas pessoais não interferem na atuação à frente da pasta.
“Quando eu estou na minha vida, eu sou Maria Fernanda. Lá na Secretaria de Educação, eu sou a secretária de Educação”, afirmou.
A gestora também disse que suas convicções políticas existem independentemente do cargo público e que não leva suas posições partidárias para dentro da Secretaria.
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