O candidato, entretanto, não forneceu detalhes de quais áreas cortará despesas e como fará a limitação de gastos. "Não só eu, mas nenhum que esteja fora do governo tem todos esses dados. Não saberia dizer qual é o ponto específico", afirmou sem detalhar os cortes. A medida geral, segundo ele, vai envolver a análise de subsídios, incentivos e políticas existentes.
Caiado afirmou ainda que, para rever a política fiscal do Brasil, chamaria o presidente da Câmara e do Senado e os líderes partidários para diálogo sobre a atual situação fiscal do País e as políticas necessárias.
O candidato também afirma que mudaria o atual arcabouço fiscal. "O arcabouço fiscal é uma piada, porque o governo frauda o arcabouço fiscal toda hora. Toda hora que quer fazer um benefício politiqueiro, simplesmente exclui aquilo do arcabouço fiscal", criticou.
Caiado afirmou que a dívida pública do Brasil explodiu, aumentando entre 11 e 12 pontos porcentuais na relação dívida/PIB, superando R$ 1,3 trilhão. Para ele, essa é a causa dos juros altos. "Hoje a dívida extrapola 80% da relação dívida/PIB. Tenho que dizer que não gastaremos mais da metade do PIB e, pelos cálculos que fizemos, podemos chegar em 2030 com uma relação dívida/PIB em torno de 77% a 78%, dívida/PIB dois a três pontos porcentuais a menos", afirmou.
Questionado sobre o peso dos gastos com a Previdência nas despesas públicas, Caiado disse que a Previdência precisa ser rediscutida. Mas ponderou que não será uma discussão imediata no ajuste fiscal, caso eleito. "A Previdência precisa ser rediscutida. Este modelo em que um trabalha para o outro, essa condição já não suporta mais, porque o Brasil já perdeu esse bônus demográfico e esse envelhecimento é real", declarou. "Essa matéria não vai interferir neste momento em um ajuste fiscal, porque existe direito adquirido. A reforma administrativa e a reforma da Previdência darão resultado lá adiante. A prioridade do governo agora tem de ser a contenção das despesas neste momento", acrescentou.
Sobre a indexação dos benefícios sociais ao salário mínimo, Caiado afirmou que a questão é se haverá caixa ou não para a medida. "Isso não é uma decisão pessoal. Você tem que chamar toda a população. A sociedade quer primeiro que o governante corte na carne e mostre que equilíbrio fiscal não é adversário de políticas sociais", afirmou.
Caiado também afirmou que vê uma "fixação" em achar que o peso da despesa obrigatória é o "aposentado". "Existe uma fixação nossa em querer achar que todo mal está ali no aposentado e, no entanto, ninguém quer discutir essas outras situações das quais o Brasil abre mão. Você tem também os subsídios, que chegam a centenas de bilhões de reais", disse.
(Com Agência Estado)
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